Jovens brasileiros fazem "jogo da cerveja" virar coisa séria e criam a primeira liga nacional

Bruno Doro
Do UOL, em São Paulo

  • Liga Brasileira de BeerPong

    BeerPong: objetivo é acertar a bolinha dentro dos copos do rival

    BeerPong: objetivo é acertar a bolinha dentro dos copos do rival

Todo fã de filmes adolescentes conhece o BeerPong. É aquele jogo que envolve uma mesa, copos de cerveja nas pontas e uma bolinha de ping-pong voando de um lado para outro. O objetivo é acertar os copos do rival e obrigá-lo a tomar a cerveja que está lá dentro. Popular nos EUA, o "esporte" está se estruturando no Brasil e já ganhou uma liga, para uniformizar regras e a mesa em que a disputa acontece.

REGRAS DO BEERPONG: BEBER É ACONSELHÁVEL, MAS NÃO OBRIGATÓRIO

  • Divulgação

    As regras oficiais do BeerPong não são complexas. Basicamente, cada jogador posiciona dez copos em triângulo em seu lado da mesa. Vence quem eliminar os dez copos rivais, acertando as bolinha dentro deles. As particularidades ficam por conta da cerveja: cada copo recebe cerca de 120 ml da bebida, que deve ser bebido sempre que um copo é eliminado.

    "O legal é que o jogador beba, afinal o objetivo do jogo é que as pessoas se divirtam bebendo cerveja. Mas se o cara já bebeu demais, não aguenta, pode oferecer para amigos ou para quem está em volta da mesa", explica Gabriel.

    Outras regras do jogo são mais específicas. Os arremessos devem ser feitos sempre do lado oposto da mesa, sem apoio. E os jogadores não podem interferir no voo da bolinha até que ela toque a borda do copo.

Pode parecer brincadeira, mas o jogo que tem como finalidade principal dar ainda mais graça às bebedeiras se tornou coisa séria para um grupo de jovens brasileiros. Gabriel Pirajá e Vinícius Feitosa, ao lado de outros seis colaboradores, fundaram no início do ano a Liga Brasileira de BeerPong. E já estão fazendo eventos para divulgar a iniciativa.

"Vários bares já nos procuraram para realizar eventos, além de pessoas interessadas em jogar o BeerPong. São pessoas que vivem em repúblicas estudantis e querem as mesas e pessoas mais velhas que buscam alternativas para os jogos de bar tradicionais", explica Gabriel.

Percebeu o tom sério? Para eles, o "jogo da cerveja" não é brincadeira. A Liga tem regulamento oficial e produtos com sua marca. No site, os interessados podem encomendar copos com o logo e aprovados pela liga, assim como a mesa nas medidas oficiais de 2,40 m de comprimento, 60 cm de largura e 70 cm de altura. "Ainda não iniciamos as vendas, mas o número de interessados é grande", continua Vinícius.

O empreendimento, inclusive, já atraiu a atenção do mercado publicitário. "Algumas cervejarias menores já entraram em contato para patrocinar a liga e usar o beerpong como ação de marketing. Mas ainda não estamos interessados nisso. Queremos crescer e temo condições de fazer isso, inicialmente, sem um patrocinador", acredita Gabriel.

Deixando de lado o aspecto mais formal da história, não dá para negar que o jogo seja coisa de beberrões. O primeiro contato com a modalidade, inclusive, foi em um evento regado a cerveja. "Em 2006, eu estava em Cancún e um amigo americano perguntou se eu conhecia o Beerpong. Disse que não tinha ideia do que era e ele mostrou como se jogava", lembra Vinícius.

Entre idas e vindas para os EUA, em 2011 ele acompanhou um torneio da Liga dos EUA de BeerPong. "Foi quando tivemos o insight. Conversei com o Gabriel para montar a liga. Já jogávamos de maneira improvisada, na mesa da casa da mãe, mas o ideal era criar equipamentos oficiais".

SINUCA E DARDO SÃO RIVAIS NO BRASIL

Adriana Elias/Folhapress

Criado por jovens americanos para servir como diversão em festas, o BeerPong, no Brasil, quer se enquadrar na categoria de "jogos de bar". Por aqui, porém, os gigantes dessa área são a sinuca e o dardo.

Segundo os fundadores da liga, porém, o público alvo é diferente. "É claro que vamos disputar espaço com sinuca e dardo, mas os públicos são diferentes. O BeerPong é muito mais voltado para os jovens, é mais alegre. E tem como objetivo ficar bêbado", ressalta Gabriel.

Esportes bizarros
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