Veja oito tentativas frustradas de Brasília para se tornar polo esportivo
Brasília ostenta uma ficha de projetos esportivos mal sucedidos, seja no cenário nacional ou internacional. O mais recente foi a desistência de receber a etapa da Fórmula Indy, em 8 de março, sob a alegação de passar por dificuldades financeiras.
Muitas das ideias se valem do projeto urbanístico da capital federal. Desenhada por Lúcio Costa, nos 1950, Brasília tem por característica reunir grandes praças esportivas no centro da cidade, à margem do Eixo Monumental, uma das duas avenidas que dá a forma de avião ao projeto de Costa, de onde se pode ir caminhando da rodoviária, dos principais hotéis e das áreas residências.
O complexo esportivo, chamado Ayrton Senna, possui um estádio de futebol, dois ginásios poliesportivos, um complexo aquático, e um autódromo. De todas essas áreas, um dos ginásios (Claudio Coutinho) e o autódromo (Nelson Piquet) estão sem condições de receber eventos. O primeiro está abandonado há mais de uma década. A arena automobilística está em ruínas desde a paralisação das obras para receber a Indy.
O UOL Esporte elencou as principais tentativas frustradas da cidade de se transformar num polo esportivo.
1 - Brasília-2000

2 - Velódromo de Brasília
Um velódromo que deveria ser um centro de referência nacional na área do Complexo Esportivo Ayrton Senna chegou a ser anunciado oficialmente pelo então ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, em 2006. “O espaço atende a todos os requisitos olímpicos e será um dos mais modernos no país. Com a verba já liberada, a obra terá início imediato e a previsão de termino é de no máximo seis meses”, previra Agnelo, citando o valor de R$ 1 milhão pela obra. Presidentes de 23 federações estaduais participaram do evento. O local jamais foi centro de excelência para o ciclismo de pista e hoje serve como estacionamento para o Estádio Mané Garrincha.
3 - Mundial de Patinação-2011

4 - Estádio Mané Garrincha
Estádio mais caro da Copa, com valor estimado em R$ 1,6 bilhão, de acordo com o Tribunal de Contas do DF, tinha como pretensão receber a abertura da Copa do Mundo-2014. Recebeu a abertura da Copa das Confederações-2013. Não fosse pelos sete jogos que recebeu do Mundial da Fifa, jamais conseguiria atingir sua lotação máxima, de 72 mil espectadores. Despediu-se de 2014 com jogos sem público no anel superior das arquibancadas, por falta de público, mesmo trazendo equipes da Série A para jogar no DF. Enquanto isso, no campeonato profissional de Brasília, a soma do público presente nas 23 primeiras partidas já realizadas no certame não é capaz de preencher 15% dos assentos do Mané Garrincha.
5 - Gymnasíade-2013
O GDF informou ter gastado R$ 7 milhões para receber, em 2013, a Gymnasíade, uma espécie de jogos escolares mundiais, que perdeu totalmente sua relevância desde que o COI (Comitê Olímpico Internacional) criou os Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010. Divulgação quase nula, utilização de arenas precárias e resultados inexpressivos foram a tônica da Gymnasíade. Entre as disputas, constavam modalidades como karatê, xadrez e ginástica aeróbica, que não fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos.
6 - Motogp-2014
Em 2013, Brasília se apresentou para receber uma etapa da Motogp na temporada 2014. A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) chegou a incluir a cidade no calendário e a prova seria em setembro no Autódromo Nelson Piquet. Após uma visita para vistoria de técnicos da FIM, foram pedidas reformas na pista, nos boxes, na área para imprensa, área para alimentação dos pilotos e do público além de melhorias na sinalização. Diante disso, o então governador, Agnelo Queiroz, teve de pedir para que a cidade fosse excluída do campeonato, porque não haveria tempo para cumprir todas as exigências.
7 - Indy-2015

8 - Universíade-2019
Em janeiro de 2014, o GDF informou oficialmente à Fisu (Federação Internacional de Esporte Universitário) que Brasília declinou da realização dos Jogos Mundiais Universitários, as tradicionais Universíades, em 2019. Motivo da desistência: o contrato de 23 milhões de euros (R$ 75 milhões), que seriam pagos à FISU pelo governo de Agnelo Queiroz, encerrado em 31 de dezembro, não foi quitado. Brasília conquistou a sede da Universíade em novembro de 2013, após uma disputa sem concorrência, já que Baku, no Azerbaijão, e Budapeste, na Hungria, retiraram suas candidaturas. O Ministério do Esporte foi acionado para tentar manter no Brasil a realização do evento.
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