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26/11/2009 - 18h33

Equipe mantém processo judicial que suspende Campeonato Chileno

Santiago do Chile, 26 nov (EFE).- O Rangers, da cidade chilena de Talca, manterá o processo judicial que paralisa o futebol no país, alegando que foi rebaixado à segunda divisão de forma injusta.

O Rangers caiu ao perder três pontos por superar o limite de estrangeiros em campo contra o Cobreloa, na última rodada do Clausura. A equipe usou seis jogadores de fora do país, um a mais que o previsto no regulamento.

A decisão levou o Rangers ao último lugar, com 35 pontos. O Curicó Unido - que teve a mesma punição que a equipe de Talca - foi beneficiado com a decisão, ficou com 36 pontos na tabela e disputará uma repescagem pela permanência.

Com isso, Colo Colo, La Serena, Universidad Católica e Santiago Morning aguardam para saber quando disputarão as semifinais. Além disso, vinha acontecendo também a repescagem pelas vagas na primeira divisão da próxima temporada.

A federação chilena de futebol pode levar o caso à Fifa, cujas normas proíbem recorrer à Justiça comum para solucionar problemas ligados ao futebol. O clube corre o risco de ser afastado.

O caso fica ainda mais enrolado porque o Rangers vem sendo administrado por um síndico, já que o clube está falido, e o rebaixamento teria sido definido com os dirigentes anteriores.

Em declarações ao site do jornal "El Mercurio", Cristián Herrera, administrador à frente do clube, não teme a punição e insistirá para que a federação o reconheça como legítimo representante da equipe de Talca.

Ele explicou que os dirigentes tratavam dos problemas com ele até o incidente com o excesso de estrangeiros, quando passaram a falar com o ex-presidente do clube.

O presidente da federação, Harold Mayne-Nicholls, considerou "grave" a situação e o país corre o risco de ter sua desfiliação pela própria Fifa.

"O que o Rangers fez é absolutamente proibido, é uma situação lamentável. Não entendo como algumas pessoas agem por interesses próprios, em detrimento do futebol chileno", disse o dirigente.

Mayne-Nicholls foi taxativo ao explicar que "o campeonato não recomeçará" enquanto o Rangers mantiver o processo na Justiça comum.

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