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18/11/2008 - 08h02

Atletas admitem paquera no alojamento das 'Olimpíadas Caipiras'

Rodrigo Farah
Em Piracicaba (SP)
A Vila Olímpica é conhecida entre outras coisas por ser um centro de "azaração" de atletas de diferentes nacionalidades. Os alojamentos dos Jogos Abertos do Interior, por sua vez, não ficam atrás e também formam um ambiente de paquera para os interessados no assunto em Piracicaba.

Em Pequim, haviam luxuosos apartamentos decorados com base na filosofia Feng Shui, além de banheiros com fechaduras manipuladas por impressões digitais. Já na "Vila Olímpica" dos Jogos Abertos do Interior, em Piracicaba, o cenário é bem diferente: camas amontoadas em salas de aula e duchas comunitárias para os atletas. Ainda assim, o charme dos alojamentos permanece como um grande atrativo para boa parte das estrelas do esporte brasileiro.

Personagens experientes na competição paulista, como Hugo Hoyama, Edinanci Silva e Fabiana Murer, não hesitam ao escolher as escolas públicas como hospedagem durante o período de competição. Todos destacam que os alojamentos, por mais simples que sejam, fazem parte do "romantismo" do torneio. Por esse motivo, podem até mesmo servir como um fator motivacional para a disputa do campeonato.
LUXO E A FARRA NOS JOGOS
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FOTOS DOS ALOJAMENTOS
"Os Jogos Abertos têm essa fama de ser um evento com muita 'azaração'. Pra falar a verdade, costumo ficar mais na minha, mas sempre dou uma olhada ao redor e dá pra ver um ou outro menino xavecando alguma garota. E normalmente são de esportes diferentes", revelou a judoca Danielli Yuri, representante do Brasil em Pequim na categoria até 63 kg.

Ao caminhar pelos alojamentos, torna-se fácil notar cantos escuros e mais escondidos que ficam preenchidos por casais de atletas. Contudo, diferentemente do que acontece nas Olimpíadas e em outros eventos do mesmo porte, em Piracicaba não são distribuídas camisinhas para os esportistas.

Antes de sair do alojamento, a reportagem do UOL Esporte conversou com um dos casais, que pediu para não ser identificado, pois um dos parceiros já era comprometido. "O ambiente propicia novas amizades e, às vezes, algo mais", disse o homem.

O veterano mesa-tenista Hugo Hoyama acha a paquera normal em competições como os Jogos Abertos. "Rola muita paquera, assim como nas Olimpíadas. Com o tempo aprendi a ficar mais concentrado e hoje não dou importância a isso para não perder o foco. Mas é normal que esse tipo de competição gere essa confraternização e formação de casais", afirmou.

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