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01/12/2008 - 17h32

Sem Maria Lenk, Rio-2016 estuda alternativas para finais da natação

Thales Calipo
Em São Paulo
Construído para o Pan do Rio de Janeiro, mas já visando uma possível candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016, o Parque Aquático Maria Lenk não tem condições de receber finais olímpicas de natação. Diante das novas exigências do COI, tanto o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) quanto o Ministério do Esporte trabalham para encontrar um novo local para "quebrar o galho".

Rafael Andrade/Folha Imagem
Maria Lenk consumiu R$ 85 milhões para ser erguido e pode receber 6,5 mil pessoas
Adrian Bradshaw/EFE
Usado em Pequim-08, Cubo D'Água custou US$ 143 mi e comporta 17 mil torcedores
Rafael Andrade/Folha Imagem
COI exigiu que candidatura apresente um espaço para mais de 15 mil espectadores
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O grande problema para a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos é que o Maria Lenk tem capacidade para 6,5 mil pessoas. Depois de Pequim construir o Cubo D'Água, que comporta 17 mil espectadores, o COI exigiu que as cidades postulantes apresentassem espaços que pudessem abrigar mais de 15 mil torcedores durante as finais olímpicas da natação.

Esse problema poderia ser resolvido com uma simples reforma do Maria Lenk, espaço inaugurado em 2008 e que consumiu R$ 85 milhões. Porém, problemas com o solo em que o parque aquático foi construído atrapalharam os planos dos responsáveis pela candidatura brasileira.

"É inviável fazer uma reforma no Maria Lenk. Além de não ser bom economicamente, o terreno em que o local está construído também não permite esse tipo de adaptação", afirmou Ricardo Leyser, membro do Ministério do Esporte e secretário nacional da candidatura do Rio de Janeiro às Olimpíadas de 2016.

"Por conta desses problemas, nós ainda estamos avaliando qual decisão será tomada ou qual lugar poderá ser usado para receber as finais da natação", completou o executivo, reiterando que o objetivo é fazer algumas adaptações em algum lugar existente, não construir uma nova arena.

Apesar desse contratempo, Leyser defendeu o projeto realizado para o Pan e negou que o fato de o Maria Lenk não poder ser utilizado em provas finais de natação em uma eventual Olimpíada seja uma falha de planejamento.

"Por que o Pan tinha de ter todas as instalações com padrão olímpico? Nós estávamos realizando os Jogos Pan-Americanos. O problema é que, depois das Olimpíadas em Pequim, as federações internacionais passaram a pressionar exigindo o mesmo padrão que teve na China", completou o representante da candidatura do Rio de Janeiro.

O Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro, no entanto, correm para achar um lugar apropriado para ser apresentado ao COI o mais rápido possível. Pelo cronograma estabelecido pela entidade que controla o desporto internacional, o Rio de Janeiro terá até fevereiro para apresentar a sua candidatura com todos os pontos definidos.

Além da representante brasileira, estão na disputa as cidades de Tóquio (Japão), Chicago (Estados Unidos) e Madri (Espanha) pelas Olimpíadas de 2016. A decisão final do COI será tomada em outubro do próximo ano.

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