O ouro nos 50 metros livre está no passado. Para 2009, o grande objetivo do campeão olímpico César Cielo será evoluir nos 100 m. O motivo? Michael Phelps.
O fenômeno norte-americano, que conquistou oito medalhas de ouro nos Jogos de Pequim, anunciou que, para o novo ciclo olímpico, iria se dedicar a provas de velocidade. Com isso, os 100 m livres ganharam em glamour e competitividade.
Para não ficar atrás, o brasileiro terá de se esforçar. Mesmo em uma prova em que já é medalhista. Em Pequim, ele foi bronze, empatado com o norte-americano Jason Lezak, atrás do francês Alain Bernard e do australiano Eamon Sullivan.
"Vou me dedicar um pouco mais aos 100 m livres, quem sabe melhorar um pouco o que está faltando para melhorar uma medalha. O Phelps já anunciou que vai nadar essa prova. Ainda tem um batalhão de franceses. Os 100 m são a prova que vai dar mais repercussão a partir de agora e será um desafio muito grande", explicou o nadador paulista.
Motivação para isso não vai faltar. Cielo foi eleito o melhor atleta brasileiro de 2008, em uma temporada em que ele começou em segundo plano até mesmo na natação nacional. Com as oito medalhas que Thiago Pereira conquistou no Pan-Americano do Rio, em 2007, o papel de protagonista das piscinas brasileiras era seu.
Para 2009, a estratégia será a mesma usada para surpreender em 2008: refúgio. Ele vai para Auburn, cidade no interior dos Estados Unidos, onde até o ano passado ele estudava e nadava pela universidade local. Campeão olímpico, ele não poderá mais defender a faculdade, mas ainda poderá usar a infra-estrutura.
"No ano que vem, a idéia é achar a tranqüilidade de treinamento, porque eu tenho uma meta. Conquistar a minha primeira medalha em campeonatos mundiais, a primeira medalha de ouro. Esse ano foi muito bom para aprendizado, mas eu sei que se continuar assim, daqui a pouco já tem gente cobrando resultado de novo".
Tranqüilidade, aliás, é o que faltou ao nadador. Desde o ouro no Cubo D'Água, ele teve pouco tempo para treinar, e muitos compromissos. Quase uma celebridade, ele teve de alterar sua rotina para se adequar ao novo status. "Eu e minha mãe (Flávia Cielo, que assumiu a gestão da carreira do filho) ainda estamos nos adaptando. Mas acho que estamos no caminho certo", completou o nadador.