Sete modalidades brigam para fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos de 2016, que será definido em outubro, na Dinamarca, na mesma assembleia que elegerá o país-sede.
Caratê, golfe, patinação de velocidade, rúgbi, squash, softbol e beisebol concorrem por duas vagas na Olimpíada que pode ser realizada no Rio.
Nesta quarta-feira, 26 esportes estão no programa. Segundo norma do Comitê Olímpico Internacional, o número máximo é 28. Squash e caratê tentaram lugar em Londres-12 - foram rejeitados. Beisebol e softbol estiveram nos Jogos até Pequim-08.
Para adentrar à Olimpíada, as federações dos sete pleiteantes não poupam esforços, já que o status olímpico atrairia patrocinadores, TV e praticantes.
A FIRS (Federação Internacional de Esportes sobre Rodas), por exemplo, diz usar 'todos seus recursos' na campanha da patinação de velocidade.
"Estar na Olimpíada seria o reconhecimento a um esporte do século 21. Seria importante para os patrocinadores, porque nosso esporte reúne dinamismo, velocidade, equilíbrio e juventude", disse Roberto Marotta, secretário-geral da FIRS.
Características distintas reúne o golfe. A modalidade apresenta pouco dinamismo e a faixa etária dos atletas é mais alta. Pontos que podem ser questionados por membros do COI.
Por outro lado, o golfe é um dos pleiteantes à vaga que mais atraem investidores. Suas principais estrelas, incluindo Tiger Woods, apoiam a candidatura.
"A inclusão do golfe serviria para desenvolvê-lo em países onde hoje há poucos praticantes", ressalta Ty Votaw, diretor-executivo do comitê criado para a candidatura do esporte.
Popularidade e patrocínio não faltam ao rúgbi. Seu Mundial só perde em audiência para a Copa de futebol e para a Olimpíada. Mais: tem como trunfo a chance de distribuir medalha a países periféricos na esfera olímpica, como Fiji, Nova Zelândia, Argentina e África do Sul, potências na modalidade.
Já a Federação Internacional de Squash, que investe metade de seu orçamento na candidatura, aposta em um lobby mais acirrado para não deixar escapar pela terceira vez a chance.
Em novembro, o presidente da federação internacional, N. Ramachandran, entregou ao mandatário do COI, Jacques Rogge, carta em que os principais atletas se comprometiam a disputar a Olimpíada caso o esporte estivesse no programa.
Parece pouco, mas uma das razões para a saída do beisebol foi a ausência dos maiores astros, atuantes na MLB (liga profissional norte-americana).
Para voltar ao evento, o beisebol tem o apoio do Japão, onde o esporte é popular. Caso Tóquio seja eleita sede de 2016, o esporte ganhará mais força.
"Começamos a campanha 'Traga de Volta o Beisebol' e, com a ajuda do Japão, que está promovendo a campanha 'Beisebol Novamente em 2016', estamos confiantes quanto às nossas chances", diz Harvey Schiller, presidente da Federação Internacional de Beisebol.