O vice-presidente e chefe-executivo do Milan, Adriano Galliani, afirmou nesta quarta-feira que, apesar da mudança no regime tributário para jogadores estrangeiros que atuam no futebol espanhol, o país seguirá com problemas.
"A Espanha segue sendo favorita no que diz respeito às receitas, porque os grandes clubes não contribuem com os pequenos. Essa é a razão pela qual Kaká, Ibrahimovic, Benzema e Xabi Alonso saíram", comentou Galliani a uma rádio italiana.
"Agora segue a grande anomalia em relação aos direitos de televisão, segundo a qual cada clube arrecada os seus. É incrível como os grandes conseguem impor sua própria vontade apenas na Espanha e não em outros países", completou.
No entanto, o dirigente acha que a situação dos jogadores estrangeiros na Espanha será bastante parecida com a da Itália.
Os jogadores de futebol estrangeiros que atuam na Espanha e que ganharem mais de 600 mil euros anuais pagarão 19% a mais de impostos, segundo a mudança de norma estipulada pelos grupos parlamentares espanhóis e que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2010.
A mudança de norma obrigará os trabalhadores deslocados à Espanha com renda superior a 600 mil euros anuais a tributar o imposto de pessoa física de não residente no tipo geral (43%), e não em 24%, como acontecia até agora.
A ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, afirmou que os jogadores com contratos em vigor que ganharem mais de 600 mil euros poderão manter suas atuais vantagens fiscais durante cinco anos, e disse que a mudança na norma afetará apenas jogadores contratados a partir de 1º de janeiro de 2010.
"Esperava algo diferente: que abaixassem nossos impostos. Teria sido melhor porque assim não temos nenhuma vantagem, mas todos ficam em desvantagem para os clubes espanhóis", comentou.
O presidente do comitê olímpico italiano, Gianni Petrucci, vê com bons olhos a reforma da "Lei Beckham", que agora passará a ser, segundo ele, uma medida equitativa.