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12/10/2004 - 10h19
Rodrigo Pessoa diferencia tratamento de doping
PARIS, 12 out (AFP) - O cavaleiro brasileiro Rodrigo Pessoa, que vai ficar com a medalha de ouro olímpica no salto de obstáculos individual se o vencedor irlandês Cian O'Connor for desclassificado, depois que o teste de doping do seu cavalo deu positivo, afirmou nesta terça-feira que é preciso diferenciar tratamento de doping.
 | | | Pessoa (à esq.) pode herdar medalha de ouro do irlandês O'Connor (à dir.) | "Ludger Beerbaum (campeão olímpico de salto de obstáculos por equipes) utilizou um creme para curar as feridas na pele (de Goldfever). É um tratamento. Quando se administra sedativos, antiinflamatórios, ultrapassa-se a linha do tratamento. Com o cavalo mais tranqüilo, é mais fácil montá-lo", declarou o brasileiro, que está na Bélgica.
"Eu não digo isto por ser uma parte interessada", acrescentou Pessoa. Em uma entrevista divulgada no domingo pela televisão pública irlandesa (RTE), O'Connor afirmou que o veterinário administrou um sedativo a Waterford Crystal, muito antes das competições, para evitar que o cavalo sofresse com uma lesão.
Pessoa, campeão mundial em 1998 e três vezes vencedor da Copa do Mundo, pede à comissão veterinária da Federação de Hipismo Internacional, que revise seu regulamento em matéria de doping.
"Trabalhamos com uma tolerância zero. Não é certo. Quando se vê os treinos, os esforços a que os cavalos são submetidos, quando se pode dar substâncias contra o cansaço, tratamentos contra as dores musculares. Mas não se permite. Temos que curá-los com água e ervas. A lista (de produtos tolerados) é mais aberta para os atletas", afirmou o filho de Nelson Pessoa.
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