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04/10/2006 - 18h28
Presidente da AFA vê na Justiça solução para violência no futebol

Da EFE
Em Buenos Aires (Argentina)

O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, afirmou hoje que "a única solução para que a violência no futebol argentino acabe é que a Justiça atue como deve atuar".

O dirigente destacou a necessidade de se criar uma lei esportiva
"que puna rapidamente" os responsáveis pelos distúrbios. "Uma justiça rápida e que puna o que deve ser punido", declarou.

"Pelo que sei a Polícia atua e prende os revoltosos, mas no
domingo seguinte estão novamente nos estádios", disse Grondona à
rádio "La Red", de Buenos Aires. "Isto não vai terminar até que a
Justiça tome as medidas pertinentes", afirmou.

"Caso seja necessário dar um ultimato e dizer que o futebol está
suspenso até que a Justiça atue, estamos em condições de fazer isto.

Embora não esteja de acordo com esta medida, pois muitas pessoas são
prejudicas. É a única forma de fazer com que decidam realizar algo",
declarou o presidente da AFA.

"Há apenas uma coisa que pode solucionar o problema da violência:
A intervenção da Justiça. Eu não quero que os que promovem desordens
fiquem presos três ou 20 anos. O que desejo é que não vão mais aos
estádios. Embora sejam menores de idade, que os pais assumam a
responsabilidade e que estes meninos também não entrem mais nos
estádios", afirmou.

A atual edição do Torneio Apertura do Campeonato Argentino já
teve três partidas suspensas por causa dos episódios de violência
que aconteceram nos campos de jogo, que serão encerrados em datas
posteriores.

Em outras categorias, vários jogos foram programados para serem
realizados sem torcida no próximo fim de semana por causa da
violência das torcidas.

O Comitê de Segurança Esportiva da província de Buenos Aires
(Coprosede) informou na última terça às autoridades do futebol
argentino que o secretário de Segurança desta localidade, León
Arslanián, ordenará que a Polícia não atue em partidas de equipes
cujos torcedores provoquem atos de violência.

A notificação foi enviada à Associação do Futebol (AFA) pelo
diretor do Coprosede, Mario Gallina.

O secretário da AFA, José Luis Meizsner, afirmou que caso os
responsáveis pela segurança não possam garanti-la, "os jogos de
futebol não poderão ser realizados".

"Se o conveniente for interromper a atividade para que não
aconteçam atos de violência, a AFA não terá problemas em suspender
as competições", disse, posição que foi apoiada por Grondona.

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