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17/11/2006 - 15h17
Morre Puskás, um dos grandes nomes da história do futebol
Madri, 17 nov (EFE).- O futebol perdeu hoje um dos maiores
jogadores de sua história: o húngaro Ferenc Puskás, falecido nesta
sexta-feira em sua Budapeste natal aos 79 anos, vítima do mal de
Alzheimer, problemas respiratórios e cardiovasculares.
Ferenc Puskás Biro, melhor canhoto da história do futebol e
artilheiro do século XX, foi uma das principais peças no Real Madrid
do final da década de 50 e início dos anos 60.
Com 85 participações pela seleção húngara, sua melhor fase foi
com a camisa do clube espanhol, marcando 159 gols em 179 partidas.
Durante a "era Puskás", o Real Madrid venceu seis edições do
Campeonato Espanhol e duas Taças da Europa - hoje Liga dos Campeões.
O ex-jogador é lembrado por sua bela atuação na final da
competição européia de 1960, vencida pelo Real Madrid sobre o
Eintracht Frankfurt por 7 a 3, com quatro gols marcados por ele. Através de um comunicado, o Real Madrid manifestou sua "profunda
dor" pela morte de Puskás. "Sentimos uma profunda tristeza pelo
desaparecimento de uma de suas maiores lendas", destacou o clube
através de seu site.
Ramón Calderón, presidente do Real Madrid, disse sentir um
"grande vazio pela perda de um dos ídolos de sua infância". "Este foi o dia mais doloroso desde minha chegada à Presidência e
um dos mais tristes para o entorno do clube", destacou.
Calderón informou que o Real Madrid prepara uma homenagem ao
ex-jogador, que será realizada antes da partida do próximo sábado
contra o Racing Santander, pelo Espanhol, no estádio Santiago
Bernabéu.
O dirigente garantiu ainda que todas as divisões do clube
disputarão as competições este fim de semana com uma braçadeira
preta.
Calderón destacou que o Real Madrid "colaborará em todos e cada
um dos atos que se organizem para honrar a memória de Puskás".
O craque húngaro será enterrado em 9 de dezembro em Budapeste,
disse um porta-voz da família e da comissão encarregada de organizar
a despedida do jogador.
O porta-voz acrescentou que a Comissão de Homenagem a Puskás, que
organizará o ato, é composta por Pál Schmitt, presidente do Comitê
Olímpico Húngaro; Ramón Calderón, presidente do Real Madrid, onde
Puskás brilhou; e Jospeh Blatter, presidente da Fifa, entre outros.
Por sua vez, o Governo húngaro declarou 9 de dezembro dia de luto
nacional, informou um porta-voz do executivo.
As mostras de pesar pelo falecimento de Puskás não cessaram desde
o anúncio de sua morte.
O argentino Alfredo di Stéfano, presidente de honra do Real
Madrid, disse hoje que seu ex-companheiro e amigo "conseguia ser
melhor pessoalmente do que era como jogador". "Todos sabem que Puskas era um jogador extraordinário, mas ele
conseguia ser muito melhor como pessoa. Um fenômeno, um homem muito
generoso e dadivoso", afirmou.
"Todos sentimos muito essa perda", disse di Stéfano, que
manifestou seu pesar à família do ex-jogador. O ex-atacante português Eusébio da Silva Ferreira disse hoje que
o lendário ex-jogador e treinador húngaro Ferenc Puskás, que morreu
nesta sexta-feira, era "grande dentro e fora do campo", e que lhe
deu "bons conselhos" no início de sua carreira.
"Antes de mais nada, quero transmitir uma mensagem de condolência
a seus parentes e a todos os torcedores do Real Madrid", disse
Eusébio, que fez história com a camisa do Benfica.
"O futebol perdeu um grande nome, acho que o melhor jogador do
mundo. Senti uma enorme tristeza quando recebi a notícia da morte de
Puskás", completou Eusébio. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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