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13/09/2007 - 06h47

Imprensa portuguesa condena tentativa de agressão de Scolari

Da EFE
Em Lisboa (Portugal)
A imprensa portuguesa reconhece nesta quinta-feira de forma unânime a tentativa de agressão do técnico da seleção de Portugal, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, ao zagueiro sérvio Ivica Dragutinovic, após o empate em 1 a 1 entre as duas equipes pelo Grupo A da fase de classificação para a Eurocopa.

O secretário de Estado de Desporto de Portugal, Laurentino Dias, criticou duramente a agressão do técnico Luiz Felipe Scolari ao sérvio Dragutinovic após jogo das Eliminatórias da Eurocopa. Em entrevista ao jornal A Bola, o dirigente cobrou uma atitude da Federação Portuguesa de Futebol.

"Devemos ser mais exigentes quanto aos comportamentos. Vitórias e derrotas devem ser aceitas com espírito esportivo. Se o resultado, se aquela exibição de ontem, me suscitaram desilusão e tristeza, os comportamentos no final do jogo suscitam censura, censura que implicará, penso eu, da parte dos responsáveis, dirigentes e técnicos uma reflexão séria e um tirar de conseqüências", afirmou Laurentino Dias, à publicação, destacando a necessidade de haver cabeça fria por parte de todos aqueles que representam Portugal.
SECRETÁRIO CRITICA FELIPÃO
VEJA FOTOS DO TUMULTO
ELIMINATÓRIAS DA EUROCOPA
O soco que Scolari tenta acertar em Dragutinovic foi claramente mostrado pelas câmeras de televisão. A imagem aparece também nas fotos publicadas por toda a imprensa hoje. O jornal esportivo "A Bola" diz que foi a "Noite de Tyson Scolari".

O jornal lembra que é a primeira vez na história que um técnico de Portugal tenta agredir fisicamente um jogador adversário.

A tentativa de agressão de Scolari, que por centímetros não atingiu o rosto de Dragutinovic, está na primeira página de todos os jornais do país, que condenam o comportamento do técnico brasileiro.

Scolari reagiu após um incidente sem importância entre Dragutinovic e o atacante português Quaresma, na disputa pela posse da bola nos últimos minutos do jogo. O brasileiro aproveitou também para denunciar que Ivanovic, autor do gol da Sérvia, estava impedido.

Apesar das evidências, o treinador negou ter tentado agredir o jogador sérvio. Ele disse que "não existem dados" que possam levar a Uefa a decretar uma punição.

"É mentira. Não toquei nem me joguei contra o jogador. Apenas defendi Quaresma. É por isso que tive que abrir os braços. Tentei separar o sérvio de Quaresma", disse Scolari, ainda mostrando sinais de nervosismo, após o jogo.

O treinador de Portugal garantiu que não terá nenhum problema para responder à Uefa sobre os incidentes e esclarecer que houve apenas "um lance comum".

"Não existem dados para que me castiguem", afirmou Scolari. Ele disso disse não estar interessado nas palavras do técnico da Sérvia, o espanhol Javier Clemente, sobre o incidente.

Clemente foi duro com Scolari. Para ele, a Uefa "tem que tomar uma posição no caso", já que o incidente foi "inaceitável".

"É inaceitável esse comportamento e lamento que um campeão do mundo não aceite a derrota. Uma pessoa assim tem que deixar a profissão, porque não é bom exemplo", ressaltou.

Dragutinovic também disse que não imaginava que um treinador pudesse fazer algo assim.

"Não me pegou por pouco, porque me esquivei. Não sei por que ele fez isso e não acreditava que um treinador pudesse fazer algo desse gênero", disse o zagueiro do Sevilla.

Rádios e televisões abriram hoje seus noticiários com o escândalo provocado por Scolari no estádio José Alvalade, em Lisboa. Alguns jornalistas comentam uma possível demissão do brasileiro.

Após o resultado de ontem, Portugal está em terceiro lugar no Grupo A, com 17 pontos, um a mais que a Sérvia.

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