19/02/2008 - 14h19
Confusão no Pré-olímpico asiático de handebol vai parar no TAS
Da EFE
Em Madri (ESP)
O Tribunal de Arbitragem Esportiva (TAS, em inglês) será o organismo encarregado de resolver a confusão do Pré-olímpicos asiáticos de handebol, marcados por suspeitas de manipulação.
A disputa foi repetida a pedido da Federação Internacional de Handebol (IHF), que ordenou a anulação das disputas masculina e feminina, disputados em setembro de 2007, ante os protestos da Coréia do Sul.
A IHF determinou a medida depois de Coréia do Sul e Japão denunciarem um esquema de favorecimento para Kuwait e Cazaquistão, que tinham levado as vagas no masculino e feminino, respectivamente.
As autoridades da Coréia do Sul apresentaram um protesto formal pela péssima atuação da dupla de árbitros jordanianos escalada de última hora para a partida entre a equipe e o Kuwait, em 1º de setembro.
A partida acabou surpreendentemente vencida pelo adversário por 28 a 20, classificando os kuwaitianos a Pequim.
Inicialmente era prevista a presença dos alemães Lemme e Ullrich, mas ambos foram substituídos horas antes do início da partida pelos jordanianos.
O russo Alexander Kozhukov, delegado da IHF, repreendeu os árbitros publicamente mais de uma vez. A federação determinou que o Pré-olímpico fosse disputado novamente até o fim de janeiro na Romênia.
Porém, os kuwaitianos se recusaram a voltar à quadra. O país contou com a influência do príncipe Sheikh Ahmed Al-Fahad Al-Sabah, membro da Federação Asiática de handebol e do Conselho Olímpico da Ásia. Ele queria manter a vaga conquistada no torneio masculino.
Al-Sabah não só se recusou a aceitar a nova disputa, mas também ameaçou punir os países que participassem da competição. Com isso, Kuwait, Emirados Árabes, Qatar e Cazaquistão apoiaram a decisão de não participar do Pré-olímpico novamente.
Com isso, apenas Coréia do Sul e Japão repetiriam as partidas no masculino e no feminino, com partida entre as duas seleções nas duas
disputas.
As seleções sul-coreanas levaram as vagas nas disputas masculina e feminina. Pela participação nestes jogos, a federação asiática multou as duas seleções em US$ 1.000 cada uma.
No entanto, representantes da federação asiática e da IHF se reuniram nos últimos dias e concordaram em levar a questão ao TAS.