Enquanto o mundo debate os efeitos da crise financeira mundial, ela parece nunca ter existido nas quadras do All England Club de Londres, palco do torneio de tênis de Wimbledon.
O terceiro torneio do Grand Slam na temporada registrou uma presença de público muito maior que no ano passado, com quase 33 mil pessoas a mais. Além disso, a edição de 2009 registrou também a melhor entrada da história em um só dia, com 46.826 espectadores, na última quarta.
Para ver a final de hoje entre o suíço Roger Federer e o americano Andy Roddick, que pode tornar o atual número dois do mundo o maior recordista em títulos no Grand Slam, cambistas vendiam ingressos a preços absurdos: 1.700 libras, quase 2 mil euros, por um dos 15 mil lugares da quadra central.
Um dado que comprova os bons números é que o All England Club entregou ano passado à associação de tênis na grama aproximadamente 26 milhões de libras (cerca de 30 milhões de euros), o que representa mais da metade das receitas do organismo.
Segundo o jornal "The Times", o número será ainda maior por conta da venda de produtos ligados ao tradicional torneio, entre eles camisas, chaveiros, xícaras, bonés, toalhas e até garrafas de champanhe.
A alimentação é outra boa fonte de renda. De acordo com a organização, só na primeira semana do torneio foram vendidos 17 mil quilos de morangos (consumidos com creme), 12 mil garrafas de champanhe e 95 mil sorvetes.
A sensação de que as coisas vão bem em Wimbledon é que o teto retrátil, cujo custo superou os 100 milhões de euros, foi usado apenas uma vez.
Até mesmo os ingressos especiais à quadra central, colocados à venda a cada cinco anos e válidos por outros 50, registraram um excesso de solicitações apesar do altíssimo preço de 27.750 libras (cerca de 32 mil euros).