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06/11/2009 - 12h31

Liga espanhola descarta greve por aumento de impostos e tentará negociação

Madri, 6 nov (EFE).- A Liga de Futebol Profissional (LFP), entidade responsável pela organização da 1ª divisão do Campeonato Espanhol, descartou hoje entrar em greve em protesto contra uma proposta de aumento da alíquota de impostos sobre a renda dos jogadores estrangeiros, o que daria fim à chamada "Lei Beckham".

A opção adotada pelos dirigentes da LFP foi criar uma comissão, formada por representantes de Real Madrid, Sevilla, Numancia e Gimnàstic Tarragona, além do próprio presidente da entidade, José Luís Astiazarán, para negociar com o Governo espanhol.

"O futebol é uma indústria que movimenta muita gente, com capacidade de retorno importante para o Estado. Influímos no Produto Interno Bruto (PIB), geramos trabalho e receita. Como setor e indústria, não estamos de acordo com essa ideia", disse Astiazarán.

O aumento no imposto atingirá os jogadores que recebem 600 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) ou mais por ano. Atualmente eles são taxados em 24%, aproveitando uma medida criada para favorecer a vinda de investidores estrangeiros para a Espanha, mas que acabou tornando o país um "paraíso fiscal" para os atletas.

A lei recebeu informalmente o nome do meia inglês David Beckham porque ele foi um dos primeiros a serem beneficiados, quando se transferiu do Manchester United para o Real Madrid.

Agora, uma aliança entre vários partidos políticos de apoio ao presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pede para que a cobrança suba para 43% a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, sem efeito retroativo para contratos já assinados.

Caso a mudança seja aprovada, a nova alíquota será a mesma da que é cobrada de jogadores nascidos no país. A taxa também será parecida com as de países como Inglaterra, Itália e Alemanha.

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