O empresário Badri Patarkatsishvili, da Geórgia, ligado ao magnata russo exilado Boris Berezovsky, disse nesta segunda-feira que conhece um pretendente à compra do time inglês West Ham United, mas que ele próprio não está participando do negócio.
O jornal econômico Vedomosti disse que Patarkatsishvili estaria planejando iniciar as negociações para comprar o clube em negócio que pode chegar a 100 milhões de libras (190,4 milhões de dólares).
Mas Patarkatsishvili disse à Reuters, por telefone, em Londres: "As reportagens sobre meus planos de comprar o West Ham não são verdadeiras. Sou apenas próximo de pessoas que estão pensando em comprar este clube. Eu conheço estas pessoas há muito tempo."
"Mesmo se eu quisesse comprar (o West Ham), eu não poderia porque tenho o Dinamo (Tbilisi, time de futebol da Geórgia) e de acordo com as regras da Fifa isto seria proibido", disse.
Ele recusou-se a dizer quem está tentando comprar o West Ham. Questionado se era Berezovsky, ele disse: "Não posso dizer."
O West Ham United disse na sexta-feira que recebeu uma proposta de compra que está nos primeiros estágios de debate. Dirigentes do clube de Londres não estavam disponíveis para comentar o assunto de imediato nesta segunda-feira.
A especulação sobre uma possível compra do West Ham aparece em meio a preocupações de alguns dirigentes do futebol sobre a compra de clubes da Europa por investidores estrangeiros. Eles temem que isso provoque distorções nas competições do continente e no mercado de transferências.
As finanças no futebol entraram no centro das atenções depois dos estimados 300 milhões de libras investidos pelo magnata russo Roman Abramovich no Chelsea desde que ele comprou o clube, em 2003.
A especulação sobre a compra do West Ham aparece também depois que o clube contratou de surpresa a dupla da seleção argentina Carlos Tevez e Javier Mascherano.
Patarkatsishvili, ao ser questionado sobre as contratações, disse: "O West Ham alugou os dois, não os comprou."
Patarkatsishvili vendeu recentemente o jornal de negócios Kommersant para o empresário russo do setor de aço Alisher Usmanov, por um valor estimado pela mídia russa entre 200 milhões a 300 milhões de dólares.
O Kommersant era controlado por Berezovsky, grande crítico do presidente Vladimir Putin, a partir do seu exílio em Londres. Ele vendeu o jornal neste ano para Patarkatsishvili.
Berezovsky foi o principal e mais polêmico empresário da Rússia de meados até o final dos anos 1990, além de figura próxima do Kremlin durante o mandato de Boris Yeltsin, primeiro presidente da Rússia pós-soviética.
Ele perdeu poder logo depois que Putin assumiu a presidência e fugiu para Londres em 2000, onde vive sob proteção de asilo político. A Rússia quer sua extradição por acusações criminais.
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