Por Alan Baldwin
LONDRES (Reuters) - A especulação sobre a possibilidade de Michael Schumacher anunciar sua aposentadoria promete tomar conta do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, neste domingo.
Mesmo que o heptacampeão mundial da Ferrari vença em Monza e diminua a diferença do líder Fernando Alonso faltando três corridas para o fim da temporada, tudo isso pode ficar em segundo plano dependendo do que acontecer pouco depois da cerimônia do pódio.
Depois que o jornal alemão Bild noticiou nesta quarta-feira que Schumacher vai se aposentar, há todos os motivos para se acreditar que está chegando ao fim a carreira do piloto de maior sucesso na história da Fórmula 1.
Se esse for realmente o caso, Schumacher se despedirá das pistas européias em Monza, templo do automobilismo italiano.
A Ferrari, que deve tirar Kimi Raikkonen da McLaren para a próxima temporada, prometeu anunciar seus pilotos do próximo ano após a corrida. Até lá, a equipe e Schumacher mantêm silêncio absoluto.
"Claro que eu sei que o anúncio da Ferrari está sendo enormemente aguardado", disse Schumacher em seu site oficial. "Anunciamos na semana passada que será feito o anúncio final no domingo após a corrida porque queremos fazer o nosso melhor durante a prova, e claro que estou ligado a este acordo."
"Então tudo que posso fazer é pedir a todos que compreendam que eu não quero tocar nesse assunto até domingo."
LEMBRANÇAS DE MONZA
Se Schumacher anunciar que está deixando o esporte ao fim da temporada, Monza seria o lugar ideal para saudar sua legião de fãs e receber um último afago.
Foi no circuito milanês, em 1991, com a Benetton, que o alemão marcou seu primeiro ponto na Fórmula 1, apenas em seu segundo grande prêmio.
"A primeira vez que eu corri, nunca podia imaginar que poderia ir tão longe", disse ele em 2003 em sua biografia escrita pela porta-voz Sabine Kehm.
"Foi em Monza, em 1991, quando andei mais de 500 metros pela primeira vez (num grande prêmio). Tive uma disputa roda a roda com o grande Ayrton Senna porque ele estava com dificuldades no início da corrida e eu pude persegui-lo e atacá-lo."
"Se alguém está sentado no carro certo no momento certo, ele pode vencer qualquer um. Percebi isso naquele momento, e ainda acredito nisso hoje", acrescentou.
Foi também em Monza, em 2000, que ele chorou ao igualar o recorde de 41 vitórias de Senna.
VITÓRIA 90
Depois de terminar em terceiro no último Grande Prêmio da Turquia, vencido por seu companheiro de equipe Felipe Massa, Schumacher espera voltar ao alto do pódio pela 90a. vez em sua carreira.
Uma dobradinha da Ferrari liderada por Schumacher reduzirá a vantagem de Alonso de 12 para no mínimo oito pontos, enquanto a equipe italiana passará a Renault no Mundial de Construtores.
"Nossa estratégia tem que ser atacar", disse Schumacher. "Temos que diminuir a diferença e a única maneira de conseguirmos isso é sermos consistentes e pressionarmos."
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