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   15h21 - 02/07/2002

Presidente e 500 mil torcedores recebem seleção em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da República Fernando Henrique Cardoso cumprimentou todos os jogadores da seleção brasileira na rampa do Palácio do Planalto, às 15h, depois de quase cinco horas de atraso.

Mais de 500 mil torcedores estavam espalhados entre o Eixo Rodoviário, a praça dos Três Poderes e a Esplanada. Enquanto isso, a esquadrilha da fumaça fazia uma exibição sobre o Congresso Nacional escrevendo no céu a frase "É Penta".

Uma enorme bandeira verde-amarela foi içada em frente à Catedral de Brasília, segurada por dois guindastes.

Os dois prédios do Congresso Nacional estão decorados com faixas nas cores da bandeira e com as cinco estrelas do pentacampeonato.

"Queria prestigiar o Brasil, fiquei muito feliz com a vitória da seleção", disse o menino João Domingos Filhos, de 13 anos, que aguardava a chegada dos jogadores no Planalto. Ele, que já tinha visto a seleção de 1994 desfilar, vestia a camisa de seu jogador preferido, o número 10 Rivaldo.

Eu acho que essa é a melhor festa. Não só no Brasil mas no mundo. O fato de o Brasil ter vencido a Copa ultrapassa os problemas sociais e políticos do país", diz João Lourenço Ribeiro, funcionário público do Ministério da Saúde.

O TRAJETO

O Boeing 767 da Varig com a delegação da seleção brasileira pousou pouco antes das 10h00 na Base Aérea de Brasília, no Lago Sul.

O capitão Cafu e o técnico Luiz Felipe Scolari balançaram a bandeira do Brasil da cabine do piloto, quando o avião ainda estava em movimento na pista.

Cafu foi o primeiro a pisar em solo brasileiro, às 10h15, segurando a taça de campeão do mundo. Logo atrás dele, vieram Scolari e o presidente da Confederação Brasileira, Ricardo Teixeira, segurando a bandeira brasileira.

Os jogadores, assediados por torcedores e jornalistas, foram recepcionados por Caio Carvalho, ministro de Esporte e Turismo; Paulo Renato Souza, ministro da Educação; Lars Grael, secretário nacional de Esportes; e Ivete Sangalo, cantora da música "A Festa", hit escolhido por Scolari para motivar os jogadores durante a Copa.

Ronaldo preferiu filmar a recepção desde que desceu do avião. Rivaldo foi um dos mais simpáticos, distribuindo autógrafos e sorrisos. Todos os jogadores aparentavam muito cansaço depois de mais de 24 horas de vôo.

Militares que deveriam fazer a segurança quebraram o protocolo e pediram autógrafos aos jogadores, mas não tiveram muito sucesso.

A seleção brasileira pentacampeã foi a primeira na história a desfilar em trio elétrico. A realização do evento preferiu colocá-los no caminhão ao lado do trio da cantora Ivete Sangalo.

Devido a um princípio de tumulto com torcedores na porta do saguão da base aérea, os jogadores não puderam subir no caminhão de bombeiros.

Eles entraram em um ônibus que foi levado até as imediações da base e de lá subiram no caminhão-trio, que ficou responsável por conduzir a delegação pelos 15 quilômetros na cidade até o Palácio do Planalto. Cerca de 200 batedores da Polícia Militar acompanharam de moto o caminhão onde estavam os jogadores. Uma multidão já esperava a seleção na saída da base aérea.

Houve polêmica porque, no Dia dos Bombeiros, a seleção acabou não subindo no carro de bombeiros preparado para ela. O mesmo carro havia levado as seleções campeãs de 1970 e 1994.

Pouco antes de 13h, o caminhão da seleção havia percorrido apenas um quinto do trajeto programado, depois de mais de uma hora nas ruas de Brasília.

A previsão inicial era de chegar ao Palácio do Planalto às 10h. Porém, o caminhão ainda estava distante de seu objetivo quando eram 14h30. Com isso, os horários estimados de chegada no Rio de Janeiro e em São Paulo serão alterados.

Segundo informou a Rede Globo, existia a possibilidade de Lúcio não continuar com o grupo e ficar em Brasília. Ronaldo também teria mencionado a possibilidade de ficar no Rio de Janeiro, enquanto Luiz Felipe Scolari poderia seguir direto para Porto Alegre do Rio de Janeiro.

Boa parte dos torcedores estavam esperando pelos jogadores desde as 6h30, procurando por um bom lugar na praça dos Três Poderes. O comandante da operação da PM, tenente-coronel Timóteo, estimava que cerca de 150 mil pessoas esperavam a seleção. A operação contava com 5,4 mil homens da PM e 150 do corpo de bombeiros.

ALFÂNDEGA

As bagagens da seleção permanecerão em um posto da alfândega montado na Base Aérea enquanto os jogadores fazem o percurso em carros pelo eixo rodoviário sul, entre a base aérea e o Planalto.

A bagagem permanece ali até a volta dos jogadores, quando serão inspecionadas uma a uma, manualmente ou por meio de scanners.

O inspetor da Receita Federal, José Alberto de Barros, afirmou estar preparado para receber a seleção. "Vai ser um procedimento normal. Quem não declarar vai pagar multa."

Ele garantiu que o que aconteceu em 1994, quando os jogadores chegaram ao Rio de Janeiro dos Estados Unidos e foram liberados da passagem pela Alfândega, não irá se repetir.

Depois da polêmica, os jogadores pagaram uma multa no valor de 50.767 reais, mas se especula que o valor a ser pago deveria ter sido de 1 milhão de reais. Em 1998, a multa paga foi de 25 mil dólares.

Cada passageiro tem direito a 70 quilos de bagagem que devem somar, no máximo, 500 dólares.




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