UOL Esporte Vela
 
01/06/2007 - 09h00

Fora da classe star, Torben Grael fica mais distante da Olimpíada

Alec Duarte
Da Folhapress
Em São Paulo
Maior colecionador de medalhas olímpicas da história do iatismo, o brasileiro Torben Grael, 46, vive uma encruzilhada enquanto cresce sua relevância em provas como America's Cup e Volvo Ocean Race.

Ao mesmo tempo em que brilha nas longas campanhas das regatas oceânicas, Torben vê ficar mais distante o desejo de disputar a sétima Olimpíada, em Pequim-2008. Não sobra tempo para velejar de star, embarcação que lhe deu quatro pódios nos Jogos (o outro foi na soling). A última vez que ele participou de um torneio da classe foi em outubro.

A partir desta sexta-feira, a bordo do barco italiano Luna Rossa, o atleta inicia a disputa do título da Louis Vuitton Cup, eliminatória para a America's Cup. O adversário é o Team New Zealand. O vencedor desafiará o suíço Alinghi, atual campeão.

A falta de assiduidade nos eventos da star fez Torben despencar no ranking mundial que dominava. Na atual classificação, ele aparece na 95ª posição, a 3.926 pontos de Robert Scheidt, o segundo da lista.

Scheidt será, na seletiva brasileira para Pequim, a principal ameaça a Torben, mas não a única. Ao mesmo tempo em que lutará pela única vaga nacional na Olimpíada, o iatista estará envolvido com outra competição de peso, a Volvo Ocean Race. Ali, capitaneia o barco brasileiro que, em 2006, alcançou a terceira posição na regata que singra oceanos do globo durante vários meses.

Antes de encarar a longa jornada, o atleta ainda empresta parte de seu tempo à equipe brasileira, que depende de vultoso patrocínio para se lançar ao mar em setembro de 2008, dias após a Olimpíada chinesa.

Um eventual sucesso na America's Cup também deixará Torben longe da star. Se avançar com o Luna Rossa à decisão, o velejador perderá o Mundial de Portugal, no final de junho.

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