UOL Esporte Vela
 
16/10/2007 - 23h30

Sem companheiro de 20 anos, Ferreira já procura novo parceiro

Bruno Doro
Em São Paulo
Parceiro de Torben Grael na classe Star há 20 anos, Marcelo Ferreira já procura uma nova dupla para tentar disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. Com 42 anos completados no mês passado, o proeiro de maior sucesso da vela no país deve anunciar nos próximos dias o nome de seu novo timoneiro.

NOVA REGATA VOLTA AO MUNDO TIRA TORBEN GRAEL DE PEQUIM
Reuters
Grael durante a volta ao mundo em 2006
Torben Grael vai participar de sua segunda regata de volta ao mundo, a partir de 2008. Por isso, o maior velejador brasileiro está fora da briga por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. Ele será o comandante do barco sueco Ericsson e já está treinando com a equipe nas Ilhas Canárias.
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"Minha idéia é fazer a campanha olímpica com um novo parceiro. Tenho de começar rapidamente porque o período de preparação é curto. Quero resolver essa situação em uma semana e já iniciar os treinamentos", avisou Ferreira.

A pressa do velejador se justifica pela dificuldade do processo de classificação para as Olimpíadas. O Brasil já está garantido em Pequim, mas os representantes ainda não foram definidos. A seletiva está marcada para fevereiro, no Rio de Janeiro, e tem como favoritos Robert Scheidt e Bruno Prada.

A dupla paulista, formada pelo octacampeão mundial da classe Laser (Scheidt) e pelo medalhista pan-americano na classe Finn (Prada) está entre as que mais cresceu nos últimos dois anos, quando Scheidt passou a se dedicar ao novo barco. No período, eles já ocuparam a liderança do ranking mundial e, nos últimos meses, conquistaram o Mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) e a Pré-Olímpica de Qingdao, na China, nas mesmas águas em que será disputada a Olimpíada.

Menos conhecido do que Grael fora do mundo da vela, Ferreira é um dos mais respeitados proeiros do mundo. Prova disso é que ele possui um título mundial da classe Star, considerada a mais difícil do esporte, a mais do que o parceiro, em 1997, quando foi campeão ao lado de Alexander Hagen. Com Grael, conquistou três medalhas olímpicas, duas delas de ouro, e o Mundial de 1990.

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