Confirmado nesta terça-feira na tripulação do Ericsson para a regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, o carioca João Signorini, de 30 anos, também deve abandonar a campanha para disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. O velejador tentava garantir vaga nas Olimpíadas desde janeiro deste ano.
"A minha prioridade mudou. Eu estou focado para dar a volta ao mundo. Nesse ano eu imaginava que a campanha olímpica poderia ser adiada, até porque ela já começou atrasada, após a volta ao mundo passada, que me deixou dois anos fora da classe Finn. Ainda não decidi se vou abandonar a campanha olímpica, mas é uma opção provável", explicou o velejador.
A campanha de Signorini na classe Finn na temporada foi uma das melhores entre os velejadores brasileiros. Fora os campeões mundiais Robert Scheidt/Bruno Prada, na classe Star, e Ricardo Winicki, o Bimba, da classe RS:X, somente Joca e as meninas do 470, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, já conquistaram vaga para o Brasil em Pequim (na vela, as vagas olímpicas são conquistadas para o país, não para o velejador).
"Foi uma temporada boa, em que eu consegui chegar entre os dez melhores na maioria das competições e ainda fiquei com a vaga. Mas o desafio de dar outra volta ao mundo já era um objetivo antigo", avisa Signorini.
Comandante do Ericsson, Grael voltou a afirmar nesta terça-feira, quando anunciou a entrada de Joca e do uruguaio naturalizado brasileiro Horácio Carabelli na equipe, que não vai disputar com Scheidt e Prada a vaga brasileira nas Olimpíadas.
"Tecnicamente, seria possível (disputar a Volvo e as Olimpíadas), já que as duas competições não são na mesma data. Mas o difícil é fazer os dois sem se preparar bem para cada um deles. Eu já tenho seis Olimpíadas e na maior parte delas, fiz a melhor preparação possível. Se fosse fazer novamente, não poderia fazer como quero e ainda correria o risco de danificar a campanha do Ericsson. Seria um erro duplo", afirmou Grael.