03/07/2008 - 11h32
Com operação de emergência, China tenta limpar algas em Qingdao
Da Agência EFE
Em Pequim (China)
A cidade de Qingdao, sede das regatas dos Jogos Olímpicos de Pequim, se esforça para limpar suas águas das algas, mas não teme que o grande tapete verde na costa chegue a afetar as provas olímpicas.
"As algas estão afetando os treinamentos dos regatistas", reconheceu nesta quinta-feira à Agência Efe o porta-voz do Escritório de Imprensa Exterior do Governo de Qingdao, Lin Hong, que descartou a empatia e a compreensão dos atletas que, segundo ele, foram informados em reuniões sobre o que estava acontecendo.
"Até ontem, as algas se espalhavam ao longo de 156 quilômetros quadrados, mas em 48 deles havia uma grande concentração", afirmou Lin.
Mais de mil navios e de 10 mil pessoas trabalham diariamente desde essa quarta-feira com a colaboração do Exército para retirar as algas - 17 mil toneladas até o momento - e, segundo o Governo municipal, a área destinada às regatas estará completamente limpa até meados de julho.
Para isso, foram instalados 32 mil metros de barreiras de contenção que impedem as algas de continuarem seu avanço em direção à costa.
Segundo a agência "Xinhua", o Ministério dos Transportes da China ordenou todas as autoridades marítimas do país a fazerem uma lista com as medidas de controle na região central do Mar Amarelo.
A Administração Oceânica Estatal (SOA, em inglês), o Governo da província de Shandong, a cidade de Qingdao e as forças armadas locais instalaram um quartel-general de emergência para lutar contra a praga.
"Em comparação com 30 de junho, há 45,2 quilômetros quadrados menos afetados pelas algas", disse Lin para justificar que os métodos utilizados são eficazes.
"Tomamos muitas medidas para limpar e estamos certos de que poderemos limpar a região das regatas antes de 15 de julho, por isso as algas não afetarão os Jogos Olímpicos", acrescentou Lin.
Existem várias versões sobre a origem da praga, mas a mais divulgada é a de que a poluição da região provoca a multiplicação das algas, apesar de Lin atribuir o fenômeno às especiais condições de temperatura e salinidade da água.
Velejadores de 30 países estão treinando nas águas de Qingdao, todos lidando com a natureza, que transformou o mar em uma floresta.