UOL Esporte Vela
 
10/10/2008 - 14h30

Após volta ao mundo no entusiasmo, Grael é favorito comandando suecos

Bruno Doro
Em São Paulo
OS BARCOS DA VOLTA AO MUNDO
Oska Khilborg/Ericsson
Barcos do time sueco Ericsson 3 e 4 - o mais moderno será comandado por Torben Grael
Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race
Telefonica Blues é o atual líder da Volvo
Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race
Telefonica Black é o barco B dos espanhóis
Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race
Puma foi 2º em uma das regatas na ESP
Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race
Green Dragon é parceria Irlanda e China
Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race
Barco russo é chamado de baleia assassina
Rick Tomlinson/Volvo Ocean Race
Delta Lloyd é o mesmo barco que venceu a última edição da regata de volta ao mundo
VEJA AS IMAGENS DOS OITO BARCOS
Maior atleta olímpico brasileiro, Torben Grael embarca, às 9 horas deste sábado, em sua segunda volta ao mundo em uma situação bem diferente da sua primeira aventura na Volvo Ocean Race. A bordo do time sueco Ericsson, o bicampeão encontra um time experiente, com dinheiro de sobra e, principalmente, favorito.

Exatamente o oposto do que marcou sua primeira regata de volta ao mundo. A bordo do Brasil 1, em 2005, Torben Grael e boa parte de sua tripulação disputava a Volvo pela primeira vez, com um orçamento grande para os padrões brasileiros, mas modesto no mundo milionário da vela profissional internacional, sem nenhum tipo de favoritismo.

Agora, o cenário é outro. A equipe sueca foi a primeira a começar a se preparar para a Volvo 08/09, anunciando a entrada logo após o fim da edição anterior. Com isso, o time foi o primeiro a escolher quem iria desenhar seus barcos, o primeiro a definir sua tripulação para o desafio, o primeiro a construir os barcos e começar a treinar para a regata.

"É um ambiente diferente do que a gente tinha da primeira vez. No Brasil 1, o ambiente era mais descontraído, mas ainda assim eficiente. Aqui no Ericsson, os trabalhos começaram com antecedência, o time tem estrutura e recursos e isso facilita o trabalho. Não garante um resultado melhor, já que não se ganha nada por antecipação, mas a chance de ter um melhor resultado é maior", disse Torben ao UOL Esporte, por telefone, de Alicante, na Espanha.

A primeira regata de porto, que também vale pontos para a classificação final, já foi disputada no último fim de semana, com um resultado que não agradou a Torben. Apesar de favoritos, os barcos do time Ericsson ficaram longe dos primeiros.

O Ericsson 4, de Torben, terminou as duas provas em quarto lugar e ocupa a quarta posição na classificação geral. O líder é o Telefonica Blue, espanhol, outro time que, como os suecos, tem dois barcos na competição.

"É claro que não tivemos um desempenho bom nessa estréia, mas foi por que não velejamos bem. O barco se comportou muito bem e isso nos deixa muito mais otimistas para as pernas mais longas", explicou Grael.

A preocupação com as etapas oceânicas se explica pela forma de disputa da Volvo. Assim como o Mundial de Fórmula 1, a regata de volta ao mundo é um campeonato por etapas. Cada etapa oceânica, de um porto a outro, vale oito pontos. Cada rodada de regatas locais vale quatro.

Serão dez etapas e sete regatas locais até junho de 2009, quando a competição termina em São Petersburgo, na Rússia. Neste sábado, às 9h, a largada da primeira perna leva os velejadores de Alicante para a Cidade do Cabo, na África do Sul.

Depois, os barcos passam por Espanha, África do Sul, Índia, Cingapura, China, Brasil, EUA, Irlanda e Suécia até a última etapa rumo à Rússia.

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