UOL Esporte Vela
 
12/11/2008 - 08h45

Interventor da vela, Martins acumula cargo na candidatura olímpica do Rio

Bruno Doro
Em São Paulo
Enquanto tenta sanar as dívidas da Confederação Brasileira de Vela e Motor, Carlos Luiz Martins também acumula um cargo na candidatura olímpica do Rio de Janeiro. No Rio-2016, ele é o superintendente de operações.

DIRIGENTE PODE DEIXAR A CBVM ANTES DE CANDIDATURA
A Confederação Brasileira de Vela e Motor deve continuar sem presidente. Interventor da entidade nomeado pelo Comitê Olímpico Brasileiro em fevereiro de 2007, Carlos Luiz Martins desistiu de lançar sua candidatura para a presidência na Assembléia Geral, na próxima sexta-feira.

O anúncio era dado como certo há algumas semanas e agora pode nem mesmo acontecer. A candidatura de Martins é possível, mas esbarra nas pendências legais da CBVM.
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Abaixo apenas de Carlos Roberto Osório e Carlos Arthur Nuzman, atualmente, ele se dedica à elaboração do dossiê de candidatura, que será entregue ao Comitê Olímpico Internacional. A escolha da sede será em 2009.

Segundo ele, o acúmulo de funções não é negativo para a vela. "Em um sentido político, (o trabalho no Rio-2016) até ajuda a CBVM. Além disso, a equipe comandada pelo Kadu (Ricardo Baggio, superintendente da entidade) é azeitada e eu participo ativamente do dia a dia da CBVM", explicou o dirigente.

A ligação entre Martins e o Comitê Olímpico Brasileiro, responsável pela candidatura brasileira, vem de 2007. Em janeiro daquele ano, Lars Grael pediu a intervenção do comitê na então Federação Brasileira de Vela e Motor. Martins, que já tinha participado do processo de saneamento da Varig, entre 2002 e 2005, foi o indicado.

Com Martins no cargo, a vela conseguiu manter o status de modalidade top para o COB. Com o desempenho em Pequim-2008 (uma medalha de prata e outra de bronze), a modalidade manteve o status de top no COB e seguirá recebendo repasse da Lei Piva para esportes de primeiro escalão, como vôlei e judô.

Para 2008, a confederação irá gerir R$ 2,5 milhões do dinheiro das loterias. Segundo Martins, o planejamento já está pronto para os Jogos de 2012 e deve seguir o modelo de Atenas-2004, quando a entidade ainda tinha patrocínio. Na Grécia, com equipe permanente e base no lago Como, na Itália, o Brasil levou duas medalhas de ouro (Torben Grael e Marcelo Ferreira, na Star, e Robert Scheidt, na Laser).

"Nós mantivemos a equipe olímpica, mudamos nossa base na Europa para um lugar mais central, acessível aos principais torneios de vela olímpica do mundo, e continuamos investimento na manutenção e aperfeiçoamento do equipamento. A equipe permanente permanece ativa e já pretendemos começar a velejar em Weymouth, local de disputa da vela de Londres-2012, já no próximo verão europeu", explica Martins.

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