O barco sino-irlandês Green Dragon sofreu uma avaria grave nesta terça-feira, durante a segunda etapa da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. O barco velejava da África do Sul para a Índia e, às 9h (de Brasília), reportou que, durante uma tempestade, a retranca, peça que sustenta a vela principal ligada ao mastro, quebrou.
 Barco Green Dragon antes da avaria. A retranca está à esquerda do mastro, é preta, e tem uma frase escrita em branco |
GRAEL LIDERA VOLTA AO MUNDO |
Com isso, o Green Dragon não poderá mais içar sua vela mestra até chegar em terra, quando a retranca quebrada será substituída pela reserva. A avaria aconteceu a 1500 milhas náuticas, ou 2.778 km, de terra firme - as Ilhas Maurício na África, são o ponto mais próximo do barco no momento.
O britânico Ian Walker, comandante do time, ainda não anunciou o que irá fazer. O barco vai montar mastreação de fortuna (usada em emergências) para chegar até o local eleito para o reparo. Ninguém se feriu no acidente.
Um dia antes, o barco irlandês já tinha problemas. Durante outra tempestade, o time já tinha feito um "jibe chinês", manobra não intencional em que o vento forte muda completamente a direção do barco e o mastro acaba tocando na água.
O brasileiro Torben Grael, que lidera a classificação geral da Volvo Ocean Race no comando do Ericsson 4, já viveu uma situação muito parecida. Na última edição da regata de volta ao mundo, o barco brasileiro Brasil 1 teve seu mastro quebrado na mesma região, nos Mares do Sul.
Na época, o brasileiro armou as velas de emergência e seguiu até a costa australiana. Próximo de terra, o barco brasileiro recebeu comida e combustível de um pesqueiro para terminar a viagem até a costa oeste da Austrália, onde o veleiro foi reparado.
Segundo a organização da Volvo, outros barcos desta edição da regata também sofrem com os fortes ventos que a flotilha está enfrentando e reportaram quebras e falhas estruturais.
Quem lidera a etapa, até agora, é o espanhol Telefonica Blue, comandado pelo espanhol Bouwe Bekking. O norte-americano Puma, de Ken Read, é o segundo, colado nos espanhóis. O terceiro é o Telefonica Black, de Fernando Echavarri, que está a 15 milhas. O Ericsson 4, de Grael, é o quinto colocado, a 28 milhas do líder. O barco do brasileiro, porém, adotou estratégia diferente dos líderes e é o veleiro mais a leste da flotilha.