UOL Esporte Vela
 
20/11/2008 - 11h22

Ericsson 4, de Grael, é 1º em portão de pontuação e consolida ponta

Do UOL Esporte *
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O veleiro sueco Ericcson 4, comandado pelo bicampeão olímpico Torben Grael, foi o primeiro a passar pelo portão de pontuação do meridiano 58 Leste, durante a segunda etapa da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. Com o resultado, o time do brasileiro consolida sua liderança na competição, com 18 pontos.

O veleiro de Grael passou pela marca à 1h45 de Brasília. O segundo a passar pelo meridiano, e receber 3,5 pontos, foi o outro barco do time sueco, o Ericsson 3, comandado por Anders Lewander. O Green Dragon, que teve a retranca (peça que prende a vela ao mastro) quebrada e veleja sem sua vela mestra, foi o terceiro, conquistando 3 pontos.

"Passar em primeiro foi o fruto de uma combinação de coisas que deram certo. Em primeiro lugar, a equipe de terra fez um ótimo trabalho deixando o barco pronto para a relargada. Nós também estávamos bem preparados e tomamos a decisão certa ao seguirmos mais para o sul", explicou Grael.

A rota pelo sul deixou os dois barcos da mais próximos do portão de pontuação, mas cobrou um preço caro. As duas tripulações têm enfrentado condições difíceis a bordo, com ventos de cerca de 25 nós e rajadas de 40 a 50 nós, num mar agitado e imprevisível.

"Foram cinco dias difíceis até a passagem pelo portão", disse o brasileiro Horácio Carabelli, regulador de vela do Ericsson 4. "As rajadas não deram descanso e algumas delas dificultaram muito os esforços para controlar o barco. Uma rajada de uns 40 nós também encheu o barco de granizo".

Após a passagem pelo portão de pontuação, a flotilha segue em direção ao norte em condições mais calmas, rumo a temperaturas mais quentes. De acordo com o boletim das 13h GMT, o Ericsson 3 liderava, a 2.969 milhas náuticas da chegada. O Ericsson 4 ocupava a segunda colocação, 23 milhas atrás do líder.

"Não vai ser fácil chegar na frente à Índia", diz Torben. "Achei que o preço de passar em primeiro no portão fosse ser até mais alto, mas ainda estamos numa boa situação em relação à flotilha. É uma perna difícil a partir de agora. Vamos passar por muitas áreas de transição, pelo menos duas ou três muito importantes, e isso vai ser decisivo".

A segunda perna da regata de volta ao mundo, entre África do Sul e Índia está desafiando os velejadores. Todos os barcos reportaram problemas ao velejar nos Mares do Sul, com ventos superando sempre os 20 nós. O Green Dragon quebrou a retranca e o vice-líder da classificação geral, Puma, sofreu com rachaduras na área da quilha, que dá estabilidade ao barco, por exemplo.

A organização estima a chegada dos barcos por volta do dia 3 de dezembro.

* Com textos da EFE

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