O brasileiro Torben Grael e seu navegador, Andrew Cape, deram sorte nos últimos dias e, na passagem pela zona de calmarias equatoriais, pularam na frente da flotilha que disputa a segunda etapa da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. Os veleiros saíram da Cidade do Cabo no dia 15 e velejam para Cochin, na Índia.
Segundo o boletim de posicionamento emitido pela organização da prova às 14h30, o Ericsson 4, de Grael e Cape, lidera a etapa com 49 milhas náuticas de vantagem sobre o segundo colocado, o Ericsson 4, também do time sueco.
O barco comandado pelo brasileiro foi o primeiro a enfrentar os Doldrums, as calmarias equatorias. A região tem o encontro dos sistemas climáticos dos dois hemisférios e é caracterizada pelos ventos fracos e de direção inconstante. O Ericsson, porém, conseguiu, até agora, velejar pela região sem ser muito afetado.
O Ericsson 3, comandado por Anders Lewander, por exemplo, não teve a mesma sorte. Segundo a telemetria da Volvo, por exemplo, o barco 3 do time sueco veleja a apenas 2 nós, contra 11 do veleiro 4, de Grael - em quilômetros por hora, a diferença é de 3,7 km/h para 20,3 km/h.
"Estávamos todos próximos, incluindo o Puma. Mas o Ericsson 4 encontrou uma nuvem de chuva e voou na frente. Em três horas, já tinham aberto 30 milhas. E nós paramos completamente. O instrumento de velocidade marcava 0 nós", contou o navegador do Ericsson 3, Aksel Magdahl.
No barco de Grael, o clima é o mesmo. "Estamos chegando ao final da etapa, mas essas últimas 900 milhas serão difíceis. Com as condições, a sorte vai falar muito alto. Seria bom seguir à frente, mas às vezes não temos poder nenhum para garantir isso", disse Brad Jackson, um dos chefes de turno.
O terceiro colocado é o Green Dragon, a 58 milhas líder. O quatro é o Puma, a 66 milhas da liderança. Os demais barcos são Telefonica Blue (73), Delta Lloyd (77), Team Russia (105) e Telefonica Black (128).