O catarinense André Fonseca, de 30 anos, foi confirmado nesta terça-feira como tripulante do Delta Lloyd, último colocado da Volvo Ocean Race. Com isso, o Brasil terá quatro representantes na mais tradicional regata de volta ao mundo, que irá parar no Rio de Janeiro no final de março.
Bochecha, como é conhecido, foi sétimo colocado nas Olimpíadas de Pequim, no ano passado, e embarca em sua segunda volta ao mundo. Na última edição da Volvo, ele estreou, ao lado de outros cinco velejadores brasileiros, em provas de volta ao mundo, como membro do barco Brasil 1, que terminou na 3ª colocação.
Outros três brasileiros estão velejando nesta edição da Volvo. Torben Grael, o maior medalhista olímpico brasileiro e homem com o maior número de medalhas olímpicas da vela mundial, é o comandante do Ericsson 4, que lidera a competição. Em sua tripulação, ele tem ainda Joca Signorini e Horácio Carabeli.
No Delta Lloyd, Bochecha irá se encontrar com caras conhecidas. O comandante do barco é o espanhol Chuny Bermudez e um dos capitães de turno é o neozelandês Stuart Wilson, ambos que fizeram parte da tripulação do Brasil 1 há três anos. Ao lado de Fonseca, foi anunciado também o espanhol Guillermo Altadill, que velejou a primeira perna no Team Russia, que disistiu da Volvo em Cingapura por problemas financeiros.
Fonseca deve seguir com o time de Bermudez até o fim da Volvo, programado para o meio do ano, na Rússia, e Altadill ficará com o time nas duas próximas etapas, entre Cingapura e Qingdao, na China, e de Qingdao até o Rio de Janeiro.
"Essas próximas duas etapas são, na minha opinião, as mais duras e desafiadores de toda a Volvo e tanto Guillermo, quanto André são velejadores muito experientes em navegação oceânica e vão ajudar a subir o nível da equipe", analisou Bermudez.
Os dois velejadores devem estrear já no próximo sábado, na regata de porto de Cingapura - a prova conta pontos para a classificação geral e é disputada entre boias, como as regatas olímpicas.
A largada para a quarta etapa, entre Cingapura e China, será no dia 18. A previsão é de que os velejadores fiquem cerca de duas semanas no mar. A perna entre China e Brasil será a mais longa da prova, com 12300 milhas náuticas (cerca de 22500 km), com previsão de 40 dias de duração.