UOL Esporte Vela
 
18/01/2009 - 08h46

Velejadores da volta ao mundo partem para frio de até 17 graus negativos

Do UOL Esporte
Em São Paulo
GRAEL E O ERICSSON 4 LIDERAM
AP
Proeiro do Ericson 4, de Grael, toma um banho na largada da quarta etapa da Volvo
AFP
O Puma, dos EUA, é o líder da etapa até agora, mas sua vantagem ainda é mínima
1º Ericson 4 (SUE)39 pontos
2º Telefonica Azul (ESP)33,5
3º Puma (EUA)31
4º Ericson 3 (SUE)24
5º Green Dragon (IRL/CHN)22,5
6º Telefonica Negro (ESP)19
7º Team Russia (RUS) *10,5
8º Delta Lloyd (HOL)10
CLASSIFICAÇÃO DA VOLVO
ERICSSON 4 VENCE REGATA DE PORTO
VELEJANDO PARA TERRA OLÍMPICA
LEIA MAIS NOTÍCIAS DE VELA
Quem pensa em barcos à vela logo imagina sol e vento no rosto. Os velejadores da Volvo Ocean Race, que largaram na madrugada deste domingo de Cingapura para a China, porém, enfrentarão um clima bem diferente.

A temperatura média de Qingdao, destino final da etapa, desde o início do ano tem sido de 2 graus Celsius negativos, com ventos frios que chegam a menos 17 C. Temperatura nada acolhedora para quem estava em Cingapura, com média de 26 graus.

A mudança brusca de temperatura faz com que quem vai passar os próximos 20 dias na água se preocupe muito com as roupas que levarão a bordo. Com ventos congelantes e água gelada espirrando sempre em sua direção, cada velejador tem um belo desafio para permanecer o mais seco possível. Para isso, devem usar equipamentos de alpinismo, além das tradicionais roupas impermeáveis.

"Os ventos e as ondas grandes são apenas o começo, vamos velejar em temperaturas cada vez mais frias e isso dificulta bastante a etapa. Quando chegarmos a Qingdao devemos encontrar temperaturas abaixo de zero, o que vai tornar tudo bastante complicado", diz o velejador do Ericsson 4, Stu Bannatyne.

Segundo alguns dos competidores, o traje para a etapa deve ter até oito camadas, incluindo uma de neoprene. "Os rapazes não estão muito empolgados para trocar o calor pelo frio", admite o veterano Magnus Olsson, que estará no Ericsson 3.

Ericsson 4 na frente

Após a largada, o Ericsson 4, comandado pelo brasileiro Torben Grael, foi o melhor ao deixar Cingapura. O time liderou durante boa parte da madrugada, mas no último boletim de classificação foi superado pelo barco norte-americano Puma, de Ken Read.

O barco de Grael, o Puma e o Telefonica Azul, com bandeira espanhola e comandado pelo holandês Bouwe Bekking, são os líderes da quarta etapa, com menos de uma milha de distância entre eles.

A flotilha deve velejar no contra-vento durante a maior parte do trajeto, com ventos entre 15 e 25 nós, e a corrente em algumas partes do percurso pode produzir ondas de até 6 metros.

"A zona de alta pressão da Sibéria é o sistema que vai determinar as condições do tempo. É um dos sistemas de alta pressão mais fortes do mundo", explica o meteorologista da equipe Ericsson, Chris Bedford. "É basicamente uma extensão do ar frio do Pólo Norte, mas a temperatura da água durante boa parte do percurso deve ser morna".

Com as grandes ondas, a etapa promete ser uma das mais duras com os barcos da Volvo Ocean Race. "É claro que queremos ganhar sempre, mas o nosso objetivo para a etapa é chegar na China sem nenhum problema no barco. A próxima etapa (China até o Brasil) é a mais longa da competição e, se quebrarmos algo até Qingdao, teremos pouco tempo resolver essa questão antes de velejar para o Rio", explicou Grael, dono de duas medalhas olímpicas e líder da classificação geral da regata.

Compartilhe:

    Receba Notícias

    Hospedagem: UOL Host