UOL Esporte Vela
 
23/02/2009 - 13h51

Na chegada ao Hemisfério Sul, barco de Grael cruza na frente

Do UOL Esporte
Em São Paulo
CARNAVAL EM ALTO MAR
AFP
A tripulação do barco Ericsson 4, com três brasileiros, teve de curtir o Carnaval em alto mar. No entanto, segundo Horácio Carabelli, a festa e o bom humor imperaram:

"Até que enfim estamos no Hemisfério Sul! (...) Estes últimos dois dias foram daqueles de compensar o sacrifício que é velejar nestes barcos com mais de 15-20 nós de vento, em que você está molhado 24 horas por dia. Bom momento para recarregar as pilhas e se preparar para o Mar do Sul. (...) O ambiente a bordo é muito bom nestas condições e com Joca (João Signorini) temos tentado nos manter em clima de Carnaval, imaginando as folias pelo Brasil e contando um pouco das histórias para nossos colegas. Demos gargalhadas mil imitando as transmissões de Carnaval, especialmente os bailes de gala e de fantasia dos clubes. Será que ganhou a minha Protegidos da Princessa em Floripa? Será que vai dar Mocidade na Sapucaí?"
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O Ericsson 4, barco comandado pelo brasileiro Torben Grael, segue com vantagem em relação aos seus competidores na Volvo Ocean Race, competição de volta ao mundo de vela. A embarcação cruzou a Linha do Equador nesta segunda-feira e foi a primeira a passar ao Hemisfério Sul.

A atual etapa teve início em Qingdao, na China, e ruma para o Rio de Janeiro. Até aqui, o Ericsson 4 tem uma vantagem de 21 milhas náuticas, com os norte-americanos do Puma na segunda posição. Já o Ericsson 3 aparece na terceira colocação, 24 milhas náuticas distante dos líderes.

Depois de enfrentar frio em outros momentos da etapa, a tripulação comandada por Torben Grael comemorou o clima ameno e as condições mais agradáveis que passam no momento.

"É bom para relaxar um pouco a tripulação. Saímos de um frio muito forte, depois pegamos condições de través, com o barco andando muito rápido e muito spray no convés o tempo todo. Agora estamos mais lentos, mas o convés está seco e a temperatura é bastante amena, um tipo de navegação bem mais agradável de fazer", disse Grael.

"Perdemos um pouco de terreno passando pelas calmas equatoriais, enfrentamos nuvens grandes. Os barcos que estavam atrás passaram num momento um pouco melhor, mas de forma geral foi uma passagem tranquila. Agora temos pela frente uma zona não de calma, mas de ventos mais fracos, inconstantes, antes de entrarmos nos Mares do Sul", adicionou o capitão do barco, ainda 9 mil milhas náuticas longe do destino, o Rio.

Com ventos mais fracos, as decisões tomadas nos próximos dias serão decisivos para decidir o resultado na chegada aos mares brasileiros. O primeiro a cruzar a chegada leva quatro pontos, na competição ainda liderada pelo Ericsson 4.

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