O bicampeão olímpico Torben Grael segue liderando a Volvo Ocean Race, regata de volta ao mundo de vela. No entanto, o Ericsson 4, capitaneado pelo brasileiro, deve passar por momentos difíceis. Segundo ele, a decisão de se passar pelo Leste das Ilhas Fiji, no Oceano Pacífico, pode trazer grandes perigos para a embarcação, na etapa com chegada no Rio de Janeiro.
"A decisão foi unânime, mas há muita incerteza sobre o que teremos lá", afirmou Grael, segundo a agência EFE. "Estamos há onze dias no mar e vamos passando milha atrás de milha. Primeiramente nos livramos do frio e já estamos no Hemisfério Sul. Agora estamos chegando para cruzar o hemisfério ocidental."
Mesmo com a aproximação dos barcos adversários, reduzindo a vantagem da embarcação sueca, o capitão não demonstra grande preocupação em chegar ao Rio ainda à frente. "Nossos rivais cortaram a distância, mas já passamos o momento crítico", adicionou. "Não tenho o que reclamar com o trabalho de minha tripulação. Apenas meu navegador, Jules Salter está sofrendo com a carência de dados metereológicos, mas tem conseguido usar um sistema alternativo."
Como seu companheiro Horácio Carabelli já relatara, Grael confirmou o momento de risadas e festa no barco, já que ele Carabelli e o terceiro brasileiro, Joca Signorini, passaram o Carnaval no mar.
Já no rival Telefonica Blue, o holandês Bouwe Bekking, capitão da embarcação, afirmou que as últimas 48 horas foram "muito cômodas". "Todas as melhoras que fizemos estão melhorando nosso rendimento. O bom trabalho com os desenhos das velas e de nossa equipe de terra está dando a potência que buscávamos, mesmo ainda seja difícil ver isso de fora", afirmou ele.