UOL Esporte Vela
 
27/02/2009 - 07h05

Após ausência em Pequim, clã Grael domina time de vela brasileiro

Bruno Doro
Em São Paulo
A NOVA EQUIPE OLÍMPICA DA VELA
Ricardo Pedebos/Divulgação
Tripulação de match-race feminino que se classificou para a seleção permanente tem filhas de medalhistas olímpicos: Juliana Senfft (esq., filha de Ronaldo, prata em 1984) e Martine Grael (dir., filha de Torben, dono de cinco medalhas). No centro, Gabriela Nicolino, que completa o trio
RS:X Masculino - Ricardo Winicki, o Bimba
RS:X Feminino - Patrícia Freitas
470 Masculino - Fábio Pillar e Samuel Albrecht
470 Feminino - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan
Laser - Bruno Fontes
Laser Radial - Adriana Kostiw
Finn - Jorginho Zarif
Star - Lars Grael e Renato Moura
49er - André Fonseca e Marco Grael
OS OUTROS CLASSIFICADOS
FILHO DE TORBEN SAI DE CASA
Depois da ausência nas Olimpíadas de Pequim, no ano passado, o clã mais vitorioso da vela nacional está brigando com todas as suas armas por uma vaga nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Depois da seletiva para a formação da equipe permanente de vela olímpica brasileira, neste mês, em Porto Alegre, o clã Grael, do bicampeão olímpico Torben, emplacou três novos membros no time olímpico.

Marco Grael, filho mais velho de Torben, é o novo proeiro de André Fonseca, veterano de três olimpíadas. Martine, a mais nova dos Grael, é parte da tripulação que se classificou para o match-race feminino. O último é Lars, já medalhista olímpico, irmão de Torben, que pela primeira vez volta à equipe olímpica após o acidente em que perdeu a perna direita, em 1998.

O veterano conquistou a vaga na classe Star, a mesma em que seu irmão é bicampeão olímpico e que tem ainda os campeões mundiais de 2007 Robert Scheidt e Bruno Prada, ao lado de Renato Moura. "Eu sempre busquei voltar a velejar em alto nível e pretendo correr os mundiais de 2009, na Suécia, e 2010, no Rio de Janeiro, para chegar em condições de disputar a vaga olímpica de 2012. Sei que meus adversários são excelentes, mas confio na minha velejada e no meu parceiro", declarou Lars, duas vezes medalha de bronze olímpica na classe Tornado.

A ala jovem da família chega ao time olímpico pela primeira vez. Marco já tinha feito campanhas tímidas nas classes Laser e Tornado, mas só agora, com a parceria com André Fonseca, o Bochecha, chegou à seleção, na classe 49er. "É uma oportunidade ótima. O Bochecha é um grande velejador, tenho grandes chances de ir às Olimpíadas e isso ajudaria muito na minha carreira", afirma o jovem de 19 anos.

A mais nova dos três Graels no time olímpico é Martine, de 17 anos. Ela conseguiu a vaga no match-race feminino, que será a novidade dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. A garota velejou na tripulação de Juliana Senfft, em uma união de famílias que já tinha dado certo anteriormente. Em 1984, quando Torben Grael tinha 24 anos, ele conquistou sua primeira medalha olímpica, a prata na classe Soling, ao lado de Ronaldo Senfft, pai de Juliana.

Compartilhe:

    Receba Notícias

    Hospedagem: UOL Host