O brasileiro Torben Grael, que comanda o barco Ericsson 4, reconheceu que os últimos movimentos de sua embarcação na Volvo Ocean Race "foram geniais", porque "finalmente conseguiram reduzir de forma importante a vantagem do Ericsson 3", embora falte uma boa distância para alcançá-lo.
O Ericsson 3, do sueco Magnus Olsson, chegou a abrir 280 milhas (518 km) de vantagem sobre o barco de Grael, mas agora a diferença é de 100 milhas (185 km). Grael afirma que, "de certo modo, o rápido ritmo estabelecido pelo Ericsson 3 pesará quando chegarem a uma área de altas pressões, o que fará com que o vento diminua".
"Como consequência disso, o Ericsson 3 terá que ir mais ao sul, enquanto para nós e o Puma, pode ser que não precisemos ir tão ao sul", disse o brasileiro.
"Parece que teremos uma travessia bastante rápida até Cabo de Hornos, mas o certo é que, ao ter os navios de frente um pouco longe, é inevitável pensar mais na chegada ao Rio de Janeiro do que em outra coisa", afirmou.
Grael reconhece que "os últimos dias foram bastante tranquilos, com ventos que oscilavam entre oito e 12 nós".
"Pudemos utilizar nossa vela de proa maior e vamos em uma velocidade normal. Ontem [quarta-feira] não parou de chover, parecia o norte quando fica ruim no inverno: frio, pouco vento e água, muita água", completou Grael
"Estamos todos bem e tranquilos. Sabemos que falta muito para chegar ao Rio de Janeiro, calculamos cerca de 17 dias sempre, se tudo sair como esperamos e não tenhamos nenhum percalço. A verdade é que pensamos mais na próxima etapa do que nesta, mas não podemos nos distrair, porque tudo pode acontecer", finalizou o brasileiro.