Líder da classificação geral da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, o Ericsson 4 está velejando com problemas hidráulicos em direção ao Brasil. O barco, comandado pelo bicampeão olímpico Torben Grael, é o segundo colocado na etapa, atrás do Ericsson 3, também da equipe sueca.
Nos últimos dias, a tripulação do E4 descobriu um vazamento no sistema hidráulico da quilha do veleiro. A peça, que garante estabilidade nos barcos, é móvel na classe VO70, que disputa a volta ao mundo. Com problemas no sistema que move a quilha, o veleiro do brasileiro corre o risco de perder rendimento na fase final da mais longa etapa da Volvo Ocean Race.
Até agora, o sistema perdeu cerca de seis litros de óleo, que foi reciclado e reutilizado na peça. Um conserto, porém, foi descartado pelo brasileiro Horácio Carabelli, especialista em engenharia náutica e tripulante do E4. "Não temos as ferramentas adequadas. Se tentássemos consertar o problema, existia a chance de piorar o vazamento", explica o velejador.
O problema é um velho conhecido dos brasileiros a bordo do barco sueco. Grael e Carabelli enfrentaram problemas hidráulicos na última edição da volta ao mundo, a bordo do Brasil 1. "O problema é bem parecido com o que enfrentamos", relembra Grael.
Após 34 dias desde a saída da China, o líder da etapa é o Ericsson 3, que ainda tem quase 2000 km para velejar até o Rio de Janeiro. O segundo colocado é o E4, mais de 100 km atrás do líder. O segundo colocado é o Puma, seguido por Green Dragon e Telefônica Azul.