UOL Esporte Vela
 
26/03/2009 - 22h55

"Como líderes, não podíamos arriscar", justifica Grael após 2º lugar

Bruno Doro
No Rio de Janeiro
O segundo lugar de Torben Grael ao chegar ao Rio de Janeiro foi bom para o Ericsson 4, mas não para o brasileiro. Com a decepção por não ser o primeiro barco a cruzar a linha de chegada em sua terra natal amenizada pela boa presença de público na Marina da Glória, o bicampeão olímpico justificou a colocação citando a importância da perna para a classificação geral.

Após o resultado da quinta etapa da Volvo Ocean Race, o Ericsson 4, de Grael, abriu 10,5 pontos na liderança da competição. Em todos os momentos que valiam pontos na perna, como os portões de pontuação da latitude 36 Sul ou o Cabo Horn, o E4 passou à frente de seus concorrentes diretos, o Puma, atual vice-líder, e o Telefônica Azul.

O Ericsson 3, porém, graças a uma decisão ousada de seu comandante, o veterano Magnus Olsson, e seu navegador, Aksel Magdahl, no primeiro portão de pontuação, pulou à frente nos primeiros dias e manteve suas posições. Segundo Torben, existia a opção de tomar a mesma decisão do E3. Mas a liderança geral falou mais alto.

"Era uma decisão que estava na mesa, mas que nós não podíamos tomar. Quando a gente está na frente, tem de pensar no geral, evitar riscos. Eles tiveram a disposição de tentar uma manobra bastante ousada e deu muito certo. Mas eles estavam em uma situação única, podiam nem mesmo ter largado, não tinham nada a perder", explicou Grael.

Navegador do Ericsson 4, o britânico Jules Salter disse que a decisão apareceu para todos os competidores, mas apenas o "irmão mais novo" decidiu apostar nela. "É claro que foi uma decisão arrojada. Mas muito mais do que isso, depois de acertar na tática, eles fizeram uma regata perfeita", elogiou o velejador.

O único momento em que Grael acreditou que podia chegar em primeiro lugar ao Rio, após a ultrapassagem do E3, aconteceu depois da passagem pelo Cabo Horn. Ao contornar uma das ilhas da região, o barco rival chegou a estar no visual do E4. "Mas, depois disso, eles foram mais rápidos, entraram antes na frente (em uma zona de ventos mais fortes) e nunca mais tivemos chance", analisou Joca Signorini.

Os dois barcos do time Ericsson foram os únicos que chegaram ao Rio de Janeiro até agora. O Puma, vice-líder, deve ser o terceiro a chegar ao Rio, na madrugada de quinta para sexta-feira. Green Dragon e Telefônica Azul devem chegar apenas no domingo.

Compartilhe:

    Receba Notícias

    Hospedagem: UOL Host