UOL Esporte Vela
 
09/04/2009 - 13h44

Torben Grael espera tempestades no fim da 6ª etapa da Volvo

Da EFE
No Rio de Janeiro
Prestes a comandar o Ericsson 4 em mais uma etapa da Volvo Ocean Race, o brasileiro Torben Grael disse que espera encontrar tempestades no fim da sexta perna da regata, entre o Rio de Janeiro e a cidade americana de Boston.

Para Torben, o trecho mais complicado será na saída do Rio, marcada para sábado, mas alertou para as mudanças bruscas de temperatura perto da linha de chegada.

"Acho que o trecho mais complicado é a saída aqui do Rio. Mas a chegada em Boston será determinante. Teremos uma transição brusca de condições climáticas. Você vem de uma parte mais quente, com água a 23 graus, e encontra a Corrente do Labrador, que vem lá do norte, a 2 graus", disse em entrevista exclusiva à Agência Efe.

"Ao passar de uma corrente para a outra, as condições mudam drasticamente e, obviamente, há alguns temporais e uma mudança drástica de temperatura", acrescentou.

O duas vezes campeão olímpico, no entanto, voltou a reclamar da curta duração das paradas da atual edição da Volvo Ocean Race.

"Essa falta de tempo é muito difícil. Na regata anterior, tínhamos o dobro de tempo entre as regatas. Ficamos aqui no Rio por quatro semanas. Desta vez, são duas. Todas as paradas são pequenas e isso cansa demais", disse.

"As etapas são duras e, ao chegar aqui, tem que lidar com uma maratona de atividades. Temos entrevistas, a parte de relações públicas com os clientes, as atividades da regata, parte técnica, reuniões, decisões sobre equipamentos. São muitas coisas ao mesmo tempo", completou.

Apesar das inúmeras atividades, Torben disse que acha importante o contato com o público durante os intervalos das etapas.

"Ainda temos o público. Na vela, raramente temos público. Quando há, temos que tratar bem. Você não pode recusar um pedido de foto. Tem que atender. Isso é bom por um período, mas quando você está cansado da competição e tem um monte de atividades, fica um pouco cansativo", explicou.

Quanto ao futuro da regata, Grael disse que a organização faz um trabalho semelhante ao dos dirigentes da Fórmula 1, ao tentar promover uma redução nos custos sem que a performance seja prejudicada.

"Nessa regata, você usa o que há de mais moderno em termos de construção de design de barco à vela. Obviamente, fica um custo. No entanto, como na F-1, a organização está sempre tentando reduzir os custos. Sempre tem algo que você pode fazer para economizar mais sem que seja preciso reduzir demais a performance. Acho que é sempre importante manter o desempenho espetacular desses barcos", disse.

Para o bicampeão olímpico, a redução no número de velas seria uma medida que ajudaria na questão econômica e não faria tanta diferença no desempenho das embarcações.

"Podem ser feitas algumas ações, como reduzir um pouco o número de velas, o que não tem um impacto enorme na performance dos barcos - desde que ela seja feita com critério. Há também essa possibilidade de tirar um tripulante, entre outras mudanças", afirmou.

Torben também ressaltou a solidariedade e o bom relacionamento entre os membros das equipes da Volvo Ocean Race.

"Existe bastante solidariedade entre as equipes. Em caso de um acidente grave, são os próprios barcos que vão prestar os primeiros socorros. Além disso, esta regata acontece periodicamente e várias pessoas já competiram por vários times, todos se conhecem", disse.

Compartilhe:

    Receba Notícias

    Hospedagem: UOL Host