UOL Esporte Vela
 
20/06/2009 - 14h18

Lanterna da competição, time holandês usa "amuleto brasileiro" neste domingo

Bruno Doro
Em Estocolmo (Suécia)
A partir das 7h45 (de Brasília) deste domingo, o brasileiro Torben Grael e sua tripulação a bordo do Ericsson 4 velejam pela primeira vez como campeões da Volvo Ocean Race. A regata local que será disputada em Estocolmo, porém, será muito mais importante para outros dois brasileiros.

Arquivo/FI
Marcelo Ferreira, companheiro de Torben em três medalhas olímpicas, competirá
em barco holandês, nas águas da Suécia
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A bordo do holandês Delta Lloyd, Marcelo Ferreira, parceiro de Torben em três medalhas olímpicas, e o catarinense André Fonseca tentam, na água, provar que estão dando sorte para a nova equipe. Em duas regatas locais que velejaram juntos, eles conseguiram dois terceiros lugares.

"Marcelo é um grande velejador, sabe exatamente o que é preciso ser feito em um barco como esse. E, principalmente, sabe vencer. Sempre foi um vencedor e isso é algo que estávamos precisando", elogia o espanhol Roberto Bermudez, o Chuny, comandante do barco espanhol.

Os resultados conquistados pelos brasileiros são muito bons para o time que é o lanterna da classificação geral. O Delta Lloyd é o único barco remanescente da última edição da regata de volta ao mundo. Como ABN 1, conquistou o título. Mas a maioria dos demais barcos, três anos mais novos, são mais rápidos.

"O barco é bom, mas ele tem uma aceleração bem mais lenta do que os outros. Então, quando não precisamos fazer muitas manobras, ele funciona muito bem", conta Marcelo Ferreira.

O bicampeão olímpico foi escalado para apenas duas regatas locais até agora, no Rio de Janeiro e em Boston. Na prova de Galway, na Irlanda, ele teve problemas particulares e não pode competir. Fonseca faz parte da tripulação fixa, velejando regatas locais e as pernas oceânicas. Na disputa desde domingo, porém, ele troca de função: deixa de ser timoneiro e vira o estrategista da equipe.

"Nas duas primeiras eu fui bem. Na última, nem tanto. Eu sempre tentei investir em táticas diferentes, mas na Irlanda, não deu muito certo. Vamos ver se as coisas se acertam agora. Nosso barco é mais velho, mas veleja no mesmo nível de alguns dos nossos concorrentes. Se tivermos as situações adequadas, chegar ao pódio novamente é uma possibilidade", explica o brasileiro.

Vice-campeonato em jogo
A regata deste domingo poderá definir o vice-campeão da Volvo. Dois veleiros lutam pelo segundo lugar e o norte-americano Puma está próximo do feito. Com apenas esta regata e uma perna oceânica de Estocolmo, na Suécia, até São Petersburgo, na Rússia, o time precisa abrir mais de oito pontos de vantagem sobre o Telefônica Azul.

Atualmente, sete pontos separam os dois times. Como as regatas locais valem apenas metade da pontuação, para abrir mais de um ponto, os norte-americanos precisam chegar três lugares à frente dos espanhóis para serem vice-campeões ainda na Suécia.

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