UOL Esporte Vela
 
21/06/2009 - 16h46

Quarto neste domingo, Grael admite nova à volta ao mundo em "dois ou três anos"

Bruno Doro
Em Estocolmo (Suécia)
O brasileiro Torben Grael deixou o barco neste domingo insatisfeito com o resultado. Campeão da Volvo Ocean Race desde a última terça-feira, ele foi apenas o quarto colocado com o Ericsson 4 na regata de porto de Estocolmo, na Suécia.

"FALTAVA VELOCIDADE", AFIRMA MARCELO FERREIRA
Arquivo/FI
Velejador Marcelo Ferreira foi parceiro de Torben em pódios nos Jogos Olímpicos
Em sua despedida da edição 2008/2009 da Volvo Ocean Race, o bicampeão olímpico Marcelo Ferreira, parceiro de Torben Grael em três medalhas, terminou apenas em sexto lugar. Depois de dois pódios em suas únicas participações neste anos, ele negou decepção com o resultado.

"Fizemos o que podíamos. Faltava velocidade", disse o regulador de velas do Delta Lloyd, o único barco velha da flotilha - na edição passada da Volvo, o veleiro era o ABN 1, que foi o campeão. Na regata local de Estocolmo, o time terminou em sexto.

André Fonseca foi o tático do time. "Nós tivemos duas boas largadas, andamos bem, mas no final, os outros eram mais rápidos. Não tínhamos muito o que fazer", lamentou.
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Acomodação? O bicampeão olímpico nega. Mas admite cansaço com a regata. "Tivemos um dia ruim, apenas isso. Não foi acomodação. Taticamente fomos muito mal, tivemos várias chances para aproveitar, mas não conseguimos em nenhuma delas", afirmou o velejador.

"A gente tem essa última etapa curta, que pode levar um ou dois dias. Mas a regata já está toda decidida. E depois de uma competição longa, todo mundo está doido para tirar um descanso", completou o bicampeão olímpico.

Apesar do desgaste, porém, ele afirma que embarcaria em uma nova aventura. "Se a próxima começasse no mês que vem, eu certamente não aceitaria. Mas como a próxima só começa em dois ou três anos, acho que seria bem mais fácil responder", disse o brasileiro.

O clima é o mesmo entre os outros velejadores verde-amarelos que competiram neste domingo. Joca Signorini, campeão ao lado de Grael no Ericsson 4, passou, somados os dias, pouco mais de um mês no Brasil nos últimos dois anos. "Se você me perguntar hoje se eu faria de novo, minha resposta é não. Mas daqui a um mês, acho que vou ter mudado de opinião", brincou o carioca.

O catarinense André Fonseca, que também está em sua segunda participação na regata de volta ao mundo, é mais cauteloso ao falar sobre um novo projeto. "É uma questão de oportunidade. Se eu tiver a chance de fazer uma boa campanha, com um time que possa vencer, acho possível. Voltar a participar como agora, com um time que anda atrás, eu acho difícil".

A diferença de opinião de Fonseca em relação aos demais é causada, em grande parte, pelo desempenho de seu barco se comparado ao de Grael e Signorini. Ele foi um dos timoneiros do Delta Lloyd, o lanterna da regata de volta ao mundo, que terminou todas as pernas oceânicas nas últimas colocações. Neste domingo, ele foi o sexto, à frente apenas do Green Dragon.

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