UOL Esporte Vela
 
23/06/2009 - 07h00

Equipes se despedem de suas "casas móveis" no final da regata de volta ao mundo

Bruno Doro
Em Estocolmo (Suécia)
Após nove meses velejando pelo globo, a regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race se despede, nesta quinta-feira, de suas "casa móveis". Durante toda a competição, os envolvidos com a prova passaram 80% do tempo na vila da regata, trabalhando, comendo e até festejando dentro de contêineres ou barracões que viajam pelo mundo com o circo da Volvo.

O DIA-A-DIA NA VOLTA AO MUNDO
Divulgação/Volvo Ocean Race
Além dos espaços para os reparos no barco e velas, Ericsson também tinha cozinheiro
Divulgação/Volvo Ocean Race
Equipe médica e de preparação física tinha o seu espaço na base da equipe Ericsson
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Cada equipe tem a sua base, formada, na maioria dos casos, por contêineres de escritórios, oficina e até cozinhas e espaços de convivência. Como a regata é longa, com paradas em dez países diferentes, os envolvidos precisam ter certeza que terão, em cada uma delas, as condições de trabalho necessárias.

Todas as equipes montam dois sets de contêineres, que viajam pelo mundo separados. Enquanto um está sendo usado em uma parada, o outro está a caminho do destino seguinte. Assim, quando os times chegam, podem começar a trabalhar imediatamente.

O time sueco Ericsson, por exemplo, tem dois barcos na competição - um deles, comandado pelo brasileiro Torben Grael, foi o campeão com uma etapa de antecipação. Sua equipe chega perto das 50 pessoas. Para comportar tanta gente, a base é a maior da Volvo.

O espaço conta com uma oficina, para reparo de peças quebradas, veleria, para conserto de velas, além de contêineres de escritório, depósito, sala de reuniões e até ilha de edição, para preparar os vídeos que contam a história da competição.

Além disso, o time tem cozinha própria e refeitório. A reportagem do UOL Esporte foi convidada para dois almoços no local. Em um dia foram servidos salada, arroz e frango ensopado. No outro, salada, arroz e filé grelhado. Cozinha internacional, nada de toques regionais, para evitar problemas. Na China, essa característica salvou os velejadores, já que a culinária do país é famosa pela dificuldade de adaptação de paladares ocidentais.

A estrutura dos outros times é menor, mas a configuração é a mesma. Sempre em contêineres, todas as bases têm uma veleria, oficina e escritórios. Os espanhóis do time Telefônica, que também tem dois barcos na competição, também tem uma cozinha.

"Primo pobre" da edição atual da Volvo, o time holandês Delta Lloyd não tem tantos luxos. Nada de cozinha ou área de convivência, como no Ericsson, apenas áreas para o trabalho pesado e os escritórios. "Não temos muito dinheiro, mas isso não quer dizer que falte alguma coisa. É um time muito organizado e, desde o Rio de Janeiro, a estrutura melhorou bastante", conta André Fonseca, timoneiro brasileiro do time.

Sem almoço, como no Ericsson, na base holandesa a reportagem provou um café. "Não tem comida, mas o café é bom", brinca o brasileiro.

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