| TORBEN GRAEL ADMITE NOVA VOLVO |
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 Maior nome da vela brasileira, Torben Grael se tornou, após o título da Volvo Ocean Race 2008/2009, umas das maiores estrelas da vela mundial. Ele é um dos poucos no mundo que reúne medalhas de ouro em Olimpíadas com o primeiro lugar na regata de volta ao mundo. Aos 48 anos, ele admite disputar mais uma Volvo. Veja entrevista:
Com duas voltas ao mundo e um título, você faria uma nova Volvo? Se a próxima começasse no mês que vem, eu certamente não aceitaria. Mas como só começa em dois ou três anos, acho que seria bem mais fácil responder.
Faria novamente com um time brasileiro? É difícil responder. Já fiz uma vez, fomos muito bem, terminamos em terceiro. Para fazer novamente, teria de ser melhor do que isso. Um novo terceiro lugar seria um resultado ruim. |
NOVA VOLVO "EM 2 OU 3 ANOS" |
GRANDE OBJETIVO É AMERICA'S CUP |
A presença de um time brasileiro na próxima edição da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race deve ser confirmada na primeira metade de julho, durante a Semana de Vela de Ilhabela, a mais tradicional competição náutica do país. Alan Adler, um dos diretores do Brasil 1 na edição de 2005 da prova, viajou para Suécia e Rússia nesta semana, para fechar os últimos detalhes para o anúncio do time.
Ao lado de Paulo Zottolo e Lars Grael, Adler conversou com a organização do evento, fez reuniões com projetistas para o desenho de um novo barco e ainda se encontrou com velejadores que podem fazer parte da tripulação. Torben Grael, comandante do Brasil 1 em 2005 e campeão da edição atual da Volvo com o Ericsson 4, foi um deles.
Os brasileiros, porém, não conseguiram concretizar um dos objetivos da viagem: voltar ao país com um barco. Segundo várias fontes consultadas pela reportagem do
UOL Esporte, o grande objetivo era comprar o Ericsson 3, usado pela tripulação nórdica do time sueco.
Os suecos, porém, ainda estudam a possibilidade de disputar a Volvo pela terceira vez seguida. Com isso, adiaram a decisão sobre o destino dos barcos. Atualmente, a equipe é dona de três Volvo 70, a classe de veleiros usada na competição. O E1, que disputou a edição 05/06 da competição, o E4, com o qual Grael foi campeão, e o E3, alvo dos brasileiros e considerado o melhor veleiro da Volvo em 2009 segundo uma enquête feita com os velejadores pelo site oficial da competição.
A compra de um novo barco seria importante para os brasileiros começarem a preparação antes dos demais times. O E4, por exemplo, foi o time que mais treinou para esta edição da Volvo e foi o campeão com cinco vitórias em nove etapas. Este veleiro seria usado em treinos, até que um novo barco, provavelmente construído no Brasil, ficasse pronto.
Para desenhar esse novo veleiro, Adler, Zotollo e Lars tiveram reunião com o neozelandês Bruce Farr, que projetou o barco campeão de 6 das últimas 10 edições da regata, e ainda conversaram com o argentino Juan Kouyoumdjian, que desenhou os dois últimos vencedores da competição.
| BRASIL 1: 1ª VEZ COM PÓDIO |
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 Em 2005, o Brasil 1 foi o primeiro barco verde-amarelo a disputar a disputar a regata de volta ao mundo. O barco, construído no interior de São Paulo, foi comandado por Torben Grael e contou com mais seis tripulantes brasileiros.
Em uma regata atribulada, em que o barco espanhol, por exemplo, afundou, os brasileiros terminaram em terceiro lugar, atrás apenas do campeão, o holandês ABN 1, e do vice, o norte-americano Piratas do Caribe, que promoveu o longa metragem com Johnny Depp. |
A tripulação para o barco é outra incógnita. Torben Grael, irmão mais velho de Lars, que será o coordenador técnico do projeto, é o favorito. O problema, porém, é que com o título com o E4, ele se tornou um dos velejadores mais valorizados do planeta. Além disso, Torben apenas aceitaria embarcar em um novo projeto se o mesmo tivesse chances de vitória.
"A experiência com o Brasil 1 (em 2005/2006) foi ótima, mas não poderia fazer novamente com as mesmas características. Terminamos em terceiro lugar e teríamos de fazer um novo projeto com um objetivo ainda maior. Ser terceiro novamente seria um resultado ruim", analisa o comandante. Ele, porém, admite a vontade de volta à competição.
Campeão da Volvo ao lado de Grael, o timoneiro Joca Signorini concorda com Torben. "Eu já fiz essa regata duas vezes. Fui campeão em uma. Terminei em terceiro em outra. Precisaria de um projeto bom para voltar", diz o velejador.
Parceiro de Grael em três medalhas olímpicas, Marcelo Ferreira também admite participar de um novo projeto. Ele foi tripulante do Delta Lloyd, lanterna da Volvo neste ano, para as regatas locais. "Eu faria novamente a Volvo, mas apenas em um time brasileiro", confirma o bicampeão olímpico.
A próxima edição da regata de volta ao mundo será disputada entre 2011 e 2012. A largada será em Alicante, na Espanha, mas o roteiro completo ainda não foi definido. As regras estão sendo finalizadas, mas a caixa de regras dos barcos não deve ser muito alterada.
A organização estuda também uma série de medidas para redução de custos, como diminuir a duração da competição, diminuir em 40% o número de velas que um time pode ter, abolir a exclusividade do projetista e reduzir ainda mais o número de tripulantes, entre outras. A regra final será anunciada até o final do ano.