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André Fonseca: catarinense garante melhora ao primo pobre da Volvo

Bruno Doro
Em Estocolmo (Suécia)

O catarinense André Fonseca é um dos velejadores do “primo pobre” da Volvo Ocean Race, o Delta Lloyd. O time é o único que corre a regata de volta ao mundo com um barco velho, que foi campeão da última regata. Apesar da desvantagem, desde que o brasileiro entrou na tripulação, os resultados melhoraram.

PERFIL: ANDRÉ FONSECA
Volvo Ocean Race
Catarinense de 30 anos, Bochecha foi o mais jovem tripulante da equipe brasileira em 2005. Desta vez, foi um dos veteranos do Delta Lloyd. Já foi a três Olimpíadas e, em Atenas-2004, foi o quinto colocado.
Classificação final: 7º colocado

"A experiência de disputar minha segundo Volvo foi muito positiva, mas para fazer novamente, teria de ter condições melhores. Não faria para sem chances de andar na frente, como aconteceu desta vez"

Fonseca chegou ao time em Singapura, na quarta etapa. Com uma Volvo no currículo, ele ajudou a aumentar a experiência da tripulação. “Inicialmente, esse era um time amador. O dono do barco velejou a primeira etapa e não tinha muitos objetivos. Mas a partir da segunda perna, quando o Chuny (o espanhol Roberto Bermudez) virou comandante, as coisas mudaram”.

Com o brasileiro, o Delta Lloyd foi o terceiro barco no portão de pontuação de Fernando de Noronha, na quinta etapa, e bateu Green Dragon ou Telefônica Negro, ambos veleiros de nova geração, em três das últimas quatro pernas.

“Quando eu cheguei, os outros times não nos olhavam como concorrentes. Éramos apenas um barco que estava lá, para chegar em último. Mas, depois do Rio de Janeiro, as coisas melhoraram. Colocamos um novo mastro, fizemos novas velas e começamos a incomodar. Hoje, nosso barco anda no mesmo ritmo do Green Dragon e, em alguns momentos, conseguimos também velejar melhor do que o Telefônica Negro”.

Grande parte desse sucesso se deve ao barco. O Delta Lloyd foi, na regata passada, o ABN 1, campeão da Volvo. “É um barco com muitos anos, mas muito bom. É claro que, como é de uma geração passada, acaba sendo mais lento em algumas situações, mas pode acompanhar os outros”, afirma o brasileiro.

“Nós treinamos com esse barco e sabemos que ele pode ser competitivo em alguns momentos. Foi só colocar uma tripulação que sabia o que estava fazendo para eles começarem a incomodar”, elogia Joca Signorini, timoneio do Ericsson 4, campeão da Volvo, e companheiro de Fonseca no Brasil 1, da última edição da Volvo.

O time brasileiro que terminou a volta ao mundo em 2006 em terceiro lugar, aliás, é uma das bases do Delta Loyd. O comandante Chuny também é veterano do Brasil 1, assim como o neozelandês Stuart Wilson. “No final do ano passado, eu já tinha mandado vários e-mails e desistido de fazer parte da Volvo. Mas em dezembro, o Stu (Wilson) me respondeu, perguntando se eu podia voar para a Índia no dia seguinte. Eu respondi que sim. Naquela ocasião não deu certo, mas na etapa seguinte, eu já estava na equipe”, conta o velejador.

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