André Fonseca: catarinense garante melhora ao primo pobre da Volvo
Bruno Doro
Em Estocolmo (Suécia)
![]() Catarinense de 30 anos, Bochecha foi o mais jovem tripulante da equipe brasileira em 2005. Desta vez, foi um dos veteranos do Delta Lloyd. Já foi a três Olimpíadas e, em Atenas-2004, foi o quinto colocado. Classificação final: 7º colocado | |
Com o brasileiro, o Delta Lloyd foi o terceiro barco no portão de pontuação de Fernando de Noronha, na quinta etapa, e bateu Green Dragon ou Telefônica Negro, ambos veleiros de nova geração, em três das últimas quatro pernas.
“Quando eu cheguei, os outros times não nos olhavam como concorrentes. Éramos apenas um barco que estava lá, para chegar em último. Mas, depois do Rio de Janeiro, as coisas melhoraram. Colocamos um novo mastro, fizemos novas velas e começamos a incomodar. Hoje, nosso barco anda no mesmo ritmo do Green Dragon e, em alguns momentos, conseguimos também velejar melhor do que o Telefônica Negro”.
Grande parte desse sucesso se deve ao barco. O Delta Lloyd foi, na regata passada, o ABN 1, campeão da Volvo. “É um barco com muitos anos, mas muito bom. É claro que, como é de uma geração passada, acaba sendo mais lento em algumas situações, mas pode acompanhar os outros”, afirma o brasileiro.
“Nós treinamos com esse barco e sabemos que ele pode ser competitivo em alguns momentos. Foi só colocar uma tripulação que sabia o que estava fazendo para eles começarem a incomodar”, elogia Joca Signorini, timoneio do Ericsson 4, campeão da Volvo, e companheiro de Fonseca no Brasil 1, da última edição da Volvo.
O time brasileiro que terminou a volta ao mundo em 2006 em terceiro lugar, aliás, é uma das bases do Delta Loyd. O comandante Chuny também é veterano do Brasil 1, assim como o neozelandês Stuart Wilson. “No final do ano passado, eu já tinha mandado vários e-mails e desistido de fazer parte da Volvo. Mas em dezembro, o Stu (Wilson) me respondeu, perguntando se eu podia voar para a Índia no dia seguinte. Eu respondi que sim. Naquela ocasião não deu certo, mas na etapa seguinte, eu já estava na equipe”, conta o velejador.
























