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Marcelo Ferreira: espírito vencedor garante pódios ao barco mais velho da regata

Bruno Doro
Em Estocolmo (Suécia)

Quem viu Marcelo Ferreira sorrindo na base do Delta Lloyd pode pensar que ele fez parte de um dos times que lutaram pelo título da Volvo Ocean Race. A realidade é um pouco diferente.

PERFIL: MARCELO FERREIRA
Volvo Ocean Race
Velejador carioca de 43 anos, foi regulador de velas do Delta Lloyd nas regatas de porto. Foi parceiro de Torben Grael na classe Star nas Olimpíadas de Barcelona-92 (sem medalha), Atlanta-96 (ouro), Sydney-2000 (bronze) e Atenas (ouro).
Classificação final:7º Lugar

"Eu penso em disputar a Volvo mais uma vez. Mas para isso, precisaria de um time brasileiro. É o único jeito de dar a volta ao mundo de novo"

O time holandês foi o penúltimo colocado da classificação geral e só ficou à frente do Team Russia, que abandonou a regata nas primeiras etapas. Mas, sempre que o bicampeão olímpico esteve a bordo, andou na frente. Ferreira foi um dos velejadores do time para regatas de porto. Participou de três provas, com dois pódios.

“Ele é um velejador diferente. Ele sabe exatamente o que é preciso ser feito para ser vencedor”, elogia o espanhol Roberto Bermudez, o Chuny, comandante do barco e responsável pelo convite.

Ao lado de Torben Grael há mais de 20 anos, ele foi proeiro na conquista de três medalhas na classe Star, duas de ouro e uma de bronze. Com o parceiro afastado da vela olímpica pela Volvo, ele acabou, também, ficando longe do esporte. Voltou quando a regata de volta ao mundo chegou ao Rio de Janeiro, em fevereiro.

“A vela está no sangue. Você pode estar longe, mas sente sempre muita falta. E quando eles chegaram na minha casa, no Rio, veio o convite e eu não pude recusar”, explica o velejador.

Com Ferreira, o Delta Lloyd conquistou dois terceiros lugares, na regata do Rio de Janeiro e de Boston. Em Galway, o time foi só o sexto colocado. Ferreira, com problemas particulares, não pode competir.

Sua despedida da Volvo veio em Estocolmo, na Suécia, com o quinto lugar. "Velejamos bem, mas nosso barco é velho e não tinha velocidade para competir com os outros", afirmou o brasileiro.

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