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Classificação | Brasileiros | História | Campeões | Percurso

  HISTÓRIA
A história do Dakar começou em 1977, quando o piloto francês Thierry Sabine escapou por muito pouco de morrer no deserto. Ele participava do Rali Abidjan-Nice na categoria motos, quando se perdeu no meio do Saara. Como na época não havia uma estrutura de socorro eficiente, as buscas foram encerradas sem sucesso depois de três dias.
AFP
Jean Azevedo corre para ganhar uma das
etapas entre as motos na edição de 2005

Quando Sabine se preparava para cometer suicídio, um avião monomotor avistou o piloto e o salvou da morte. Apesar do sofrimento, o francês se apaixonou pelo deserto e imaginou uma forma de transmitir suas emoções. Pensou então em uma prova que saísse da Europa e atravessasse a África. Nascia aí o maior rali do mundo.

A largada do primeiro Paris-Dacar aconteceu em 26 de dezembro de 1978, em frente à Torre Eiffel. Dos 170 participantes que saíram de Paris, apenas 69 chegaram a Dacar. O primeiro campeão foi o então jovem francês Cyril Neveu, pilotando uma Yamaha XT 500.

A partir de 1980, foram divididas as categorias carros, motos e caminhões. Neveu ganhou o bicampeonato nas motos, enquanto Freddy Kotulinsky e Luffelman, de Volkswagen, levaram o primeiro título entre os carros. O trio Ataquat, Boukriff e Kaoula venceu a categoria caminhões.

O primeiro grande susto do rali aconteceu em 1983, quando uma tempestade de areia atingiu os competidores no deserto de Teneré, fazendo 40 pilotos ficarem perdidos. Felizmente, todos foram salvos após quatro dias de buscas.

Em 1985, o francês Patrick Zaniroli venceu a prova com um Mitsubishi, dando à marca japonesa a primeira de suas oito vitórias na classificação geral dos carros no Dakar. Entre as motos, a recordista de títulos é a também japonesa Yamaha, com nove triunfos.

A edição seguinte foi a maior da história da competição, percorrendo 15 mil km e passando por França, Argélia, Niger, Mali, Guiné, Mauritânia e Senegal. Os brasileiros só estrearam no Dakar em 1988, justamente no décimo aniversário do rali. André Azevedo e Klever Kolberg disputaram a categoria Motos Maratona, mas abandonaram a prova.

O primeiro bom resultado do Brasil veio em 1990, quando André Azevedo conquistou o vice-campeonato da categora Motos 600cc e se tornou o primeiro sul-americano a subir ao pódio no Dakar. No ano seguinte, Azevedo foi ainda mais longe ao ganhar o título da categoria Motos Maratona.

Também em 1991, o finlandês Ari Vatanen venceu entre os carros pela quarta vez, tornando-se o maior vencedor da história do Dakar na categoria. Entre as motos, o francês Stéphane Peterhansel ganhou o primeiro de seus seis títulos.

O ano de 1992 marcou a primeira grande mudança no percurso. Pela primeira vez, o rali deixou de terminar em Dacar, partindo de Paris e acabando em Le-Cap. Nesta edição, o francês Hubert Auriol foi o vencedor entre os carros, resultado que o colocou como primeiro a vencer nos carros e nas motos. O feito só foi repetido em 2004 por Peterhansel.

Klever Kolberg conquistou o título da categoria Motos Maratona em 1993, com André Azevedo em terceiro lugar. O Brasil só voltaria a ser campeão de uma categoria quatro anos depois, quando Jean Azevedo venceu na Motos Production, seguido de seu irmão André.

Em 1998, Peterhansel entrou para a história do Dakar ao ganhar entre as motos pela sexta vez, todas com a Yamaha, tornando-se o maior campeão do rali. Três anos depois, uma mulher venceu a prova pela primeira vez. A autora do feito foi alemã Jutta Kleinschmidt, com um Mitsubishi. Na mesma edição, o brasileiro Juca Bala ganhou a categoria Motos Super Production 400cc.

Em 2002, o Brasil viveu um dos seus melhores anos. Luiz Mingione venceu a categoria Motos Super Production até 250cc e Juca Bala chegou em segundo na Super Production até 400cc. Mas o melhor resultado foi obtido por Klever Kolberg, oitavo colocado na classificação geral dos carros. O japonês Hiroshi Masuoka foi o campeão entre os carros, com um Mitusbishi, enquanto o italiano Fabrizio Meoni conquistou o bicampeonato entre as motos, com uma KTM.

No ano seguinte, o destaque foi André Azevedo, vice-campeão geral dos caminhões. Jean Azevedo garantiu o bicampeonato na categoria production das motos, chegando em quinto no geral. A vitória nos carros voltou a ser do japonês Masuoka, com o francês Richard Sainct levando o título nas motos.

Em 2004, a boa fase brasileira acabou. Nenhum membro da equipe conseguiu bons resultados. O ano foi marcado pela vitória do francês Peterhansel nos carros, igualando o feito de Hubert Auriol de ganhar o rali em duas categorias. Nas motos, a vitória foi do espanhol Juan Roma.

Peterhansel repetiu a dose em 2005, em um ano marcado pelas mortes de Jose Manuel Pérez e do bicampeão Fabrizio Meoni. Já o Brasil saiu com um saldo positivo: Jean Azevedo foi o sétimo colocado entre as motos, tendo se tornado o primeiro piloto do país a ganhar uma etapa da categoria.


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