O brasileiro Nelsinho Piquet, atualmente disputando o campeonato da GP2, confirmou nesta terça-feira que está negociando um contrato para ser empresariado por Flavio Briatore, que além de chefe da equipe Renault, também dirige a carreira de pilotos.
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 Nelsinho parte nesta quarta-feira para a Turquia, onde disputa a 18ª prova da temporada 2006 da GP2. Após um ótimo desempenho na etapa anterior, quando se tornou o primeiro piloto a vencer as duas provas, marcar as melhores voltas e a pole position em um final de semana da categoria, ele chega animado a Istambul.
"A equipe vem mostrando uma performance muito boa no momento e estou confiante em mais um ótimo final de semana", disse.
A pista de Istambul recebeu a Fórmula 1 e a GP2 pela primeira vez em agosto de 2005. O traçado, que possui uma reta de 650 metros e 14 curvas rápidas, foi desenhado pelo alemão Herman Tilke, o mesmo que projetou os circuitos de Sepang (Malásia), Sakhir (Bahrein) e Xangai (China) e conta com 5,340 km de extensão. |
Certo de que estará na Fórmula 1 na próxima temporada, Nelsinho disse ao
UOL Esporte que está estudando o caso. "Nós estamos negociando, sempre há a procura de empresários", afirma. De acordo com o piloto, o interesse do dirigente não indica que ele acredita em seu futuro na categoria. "Todo empresário quer ganhar dinheiro. Pode ser que acredite em mim, pode ser que só queira me pegar para arriscar."
Briatore é conhecido no paddock da Fórmula 1 por descobrir jovens talentos. O de maior destaque é Fernando Alonso, de quem se tornou empresário ainda antes do espanhol chamar qualquer atenção na categoria. Briatore também descobriu Michael Schumacher e o contratou para correr na antiga Benetton após o alemão ter disputado uma única corrida pela Jordan, em 1991.
Além dessa negociação, Nelsinho continua a analisar propostas de equipes e diz que tem certeza de que estará na Fórmula 1 em 2007, como havia
adiantado para o
UOL Esporte em março último.
"Já faz muito tempo que estou negociando. Recebi algumas propostas, são várias as equipes, mas nenhuma ainda é boa", disse, desconversando sobre os nomes dos times.
De acordo com o piloto, a aceitação de uma proposta não depende do tamanho da escuderia. "O contrato é enorme, se a equipe é boa, ou não, não quer dizer nada. Depende de mil outras coisas como a quantidade de quilometragem, os anos que ficarei preso ao time, as limitações de decisões que vou tomar e também porcentagem de dinheiro que receberei", disse.
Nelsinho ainda confessou que aceitaria ser segundo piloto em um time de ponta. "É lógico que sim. Qualquer um aceitaria ser segundo de Schumacher, como Felipe Massa faz hoje."
A previsão inicial é de que um contrato seja assinado na última etapa da temporada, que acontece no Brasil no fim de outubro, mas Nelsinho diz que, como tudo "está em aberto, pode acabar acontecendo a qualquer hora".