Por Lewis Franck
LONG BEACH, Califórnia (Reuters) - O piloto brasileiro Helio Castroneves sentou-se novamente no banco de um carro da Fórmula Indy neste sábado pela primeira vez em seis meses, depois de enfrentar um julgamento relacionado a problemas fiscais que durou sete semanas.
Castroneves, que foi inocentado de seis acusações crime fiscal na sexta-feira, mostrou não estar quase nada enferrujado e terminou uma sessão de treinos para a corrida de domingo na sétima posição.
O bicampeão das 500 milhas de Indianápolis, que chegou a ser preso quando as acusações vieram à tona, se tornou uma celebridade reconhecida em todos os Estados Unidos após vencer o popular programa de televisão "Dançando com as Estrelas".
Após o julgamento, que aconteceu em Miami, na Flórida, ele enfrentou um voo continental para chegar a tempo de participar das sessões de treinos para a corrida que será disputada em um circuito de rua cheio de curvas em Long Beach, Califórnia.
Segurando o choro e tentando sorrir para uma multidão em que os jornalistas eram maioria, Castroneves, que insistiu por todo o período que era inocente, disse: "Todo mundo sabe que eu sou um cara emotivo".
Sentar-se no banco para dirigir um carro de corrida parece ter sido o melhor tônico revigorante para o piloto de 33 anos, que ganhou a Indy 500 em 2001 e 2002.
Roger Penske, o chefe da equipe de Castroneves, voou para a Califórnia vindo de Phoenix, onde estava para uma corrida da Nascar, para acompanhar o treino e disse: "Nós vencemos uma das maiores corridas que já disputamos".
Depois, ele acrescentou: "Isto não é corrida de carros, e sim a vida de uma pessoa. Vê-lo novamente em um carro é muito bom".
Castroneves, que vive na região de Miami há mais de uma década, estava maravilhado por trocar o ambiente dos tribunais pelo das pistas de corrida.
"Chega de objeção mantida ou indeferida. É como andar de bicicleta", disse ele.
Castroneves foi processado pela acusação de sonegação de impostos sobre uma renda de cerca de US$ 5,5 milhões entre 1999 e 2004. Ele poderia ser condenado até seis anos de prisão caso fosse condenado por todas as acusações.