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Após 17 anos, o Mundial de Clubes masculino de vôlei volta a ser disputado a partir desta terça-feira, em Doha, no Qatar. Efêmero, o torneio ganha ares de ineditismo por seu longo período de ausência e já ‘ofusca’ a Superliga, até então a principal competição do calendário da equipes brasileiras.
| ANO | CLUBE |
| 1989 | Maxicono Parma (ITA) |
| 1990 | Mediolanum Milano (ITA |
| 1991 | Il Messaggero Ravenna (ITA) |
| 1992 | Misura Mediolanum Milano (ITA) |
Embora tenha a chancela e organização da FIVB (Federação Internacional de Voleibol), o Mundial de Clubes tem um histórico de apenas quatro edições. Os times que representaram o Brasil na época não existem mais: Pirelli, Banespa e Frangosul. Agora será a vez da Cimed tentar trazer o inédito título ao país.
“Estamos felizes da vida. Ser o 1º clube depois de tantos anos é uma honra. Se continuar vai ser legal porque não vai ser só a Superliga. Os outros times também vão querer jogar o Mundial”, opinou o líbero Mário Júnior.
O último Mundial de Clubes foi disputado em 1992. Dos 12 jogadores relacionados pela Cimed, apenas dois tinham mais de dez anos naquele ano. “Pode ser algo único na minha carreira. Não sabemos se vai manter, então vou levar para mim como um momento único e desfrutar da melhor forma possível. É algo diferente, novo. Como se fosse o futebol. Ganha o Brasileiro, depois o Sul-Americano e vai para o Mundial. É uma ansiedade diferente, que não senti com a seleção brasileira”, contou o ponteiro Thiago Alves, nome constante nas convocações do técnico Bernardinho.
| ANO | CLUBE |
| 1989 | Pirelli (3º) e Banespa (4º) |
| 1990 | Banespa (2º) |
| 1991 | Banespa (2º) e Frangosul (4º) |
| 1992 | Banespa (5º) |
Atual bicampeã da Superliga e vencedor do Sul-Americano, a Cimed terá a primeira de dar um grande salto internacional. “Para mim é muito diferente. Faço parte deste grupo desde a formação do time. Passa tudo pela cabeça, desde a primeira Liga Nacional que disputamos para chegar à Superliga, os primeiros passos, os primeiros títulos e agora chegar a um Mundial. É tudo novo. Tem gente que nunca viajou. O Renato vai cruzar o Atlântico pela primeira vez. É a chance de ter experiência internacional pelo clube”, falou o levantador Bruninho.
Mesmo com o retorno após 17 anos, ainda não há a confirmação da disputa mundial no próximo ano. “Tomara que vire uma rotina. Que os primeiros colocados da Superliga garantam vaga no Sul-Americano, daí o campeão representa o continente no Mundial. Vai hierarquizando como no futebol. O importante é conquistar dentro de quadra o direito de disputar essas competições, como foi com a Cimed”, afirmou o técnico Marcos Pacheco.
Nas quatro edições disputadas, o Mundial de clubes sagrou apenas campeões italianos. A melhor colocação brasileira foi do Banespa, com os vice-campeonatos de 1990 e 1991. A Cimed inicia a busca pelo título nesta terça-feira, às 15h (horário de Brasília), contra o Payakan, do Irã.
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