
| 21h45 - 13/10/2002 |
Derrota na final de 1982 foi estopim do "boom" do vôlei |
Por Mariana Lajolo Agência Folha Em São Paulo
Depois de repetir os mesmos passos dados na Argentina pela seleção de 1982, o Brasil conseguiu mudar o fim da história escrita pela geração de prata.
Há 20 anos, sob o comando do técnico Bebeto de Freitas, William, Renan e cia., que dois anos depois ganhariam a prata olímpica em Los Angeles, iniciaram o "boom" do esporte no país.
Em 1982, ainda na ressaca da derrota na Copa do Mundo, os brasileiros viram pela primeira vez um Mundial de vôlei pela TV e alçaram o esporte ao segundo posto na preferência nacional.
A geração de prata também ajudou a revolucionar o modo de jogar vôlei. O saque "viagem ao fundo do mar", por exemplo, é hoje imprescindível para qualquer time do mundo.
O aumento do interesse pelo esporte provocou um aumento de investimentos. Várias empresas criaram e batizaram equipes, e o Banco do Brasil, patrocinador até hoje, aumentou seus investimentos nas seleções.
Essas mudanças culminaram com o sucesso da geração de 1992. Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, Maurício, Giovane, Tande e cia. conquistaram o ouro em Barcelona-92 e desencadearam nova febre do esporte no país.
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