
| 19h38 - 28/07/2003 |
Após fiasco e briga com Bernardinho, técnico da seleção feminina se demite |
Da Redação Em São Paulo
O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, Marco Aurélio Motta, pediu demissão no início da noite desta segunda.
Escaldado pelo fiasco no Grand Prix (o time caiu na primeira fase) e pela polêmica com o casal Bernardinho e Fernanda Venturini, Motta não tinha ambiente para seguir no cargo.
O treinador não participará da campanha do Sul-Americano, de 4 a 7 de setembro, em Bogotá, Colômbia, e da Copa do Mundo do Japão, de 1º a 15 de novembro.
No Grand Prix, disputado na Itália, as brasileiras ficaram na sétima colocação, a pior da história da competição.
Além disso, teve problemas de relacionamento com algumas das principais atletas, como Érika, Walewska, Raquel, Fofão e Virna, que pediram dispensa às vésperas do Mundial da Alemanha.
Após conversa com o presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, Ary Graça, o treinador anunciou o seu desligamento.
Motta ressaltou que as dificuldades que encontrou em 2001 e até o primeiro semestre do ano passado foram superadas, acrescentando que nunca o grupo (comissão técnica e jogadoras) esteve tão unido e aplicado como nesta temporada.
"Acho que o meu afastamento nesse momento contribuirá para amenizar as pressões que toda equipe vem sofrendo. A partir de junho de 2002 para cá, o grupo evoluiu. Mas, depois da derrota para a Coréia, ficou claro que as meninas estão passando por dificuldades. Na hora da decisão, uma nuvem negra volta e bate a insegurança nelas. Como alguma coisa precisava ser feita, um dos caminhos que encontrei foi o do meu afastamento", diz o ex-treinador brasileiro.
"Minha saída contribui para dar tranqüilidade ao grupo", argumentou o ex-técnico da seleção feminina.
|
|