
| 22h29 - 30/10/2003 |
Seleção feminina busca Olimpíada e retorno à elite |
Por Mariana Lajolo Agência Folha Em São Paulo
A seleção feminina inicia na madrugada de sábado a busca pelo carimbo no passaporte que a colocará novamente em uma Olimpíada e na elite do vôlei mundial.
E o cenário não poderia ser tão favorável. Com a chegada do técnico José Roberto Guimarães, em julho, as principais jogadoras do país voltaram a vestir a camisa verde-amarela após dois anos de crise e resultados ruins. Agora, pelo menos no papel, a equipe é uma das melhores do mundo.
Enquanto isso, as demais seleções enfrentaram um período de altos e baixos que faz a Copa do Mundo começar com apenas um favorito ao título: a China.
O torneio, que acontece no Japão, dá aos três primeiros colocados vagas em Atenas-2004. Quem não carimbar o passaporte, terá outra chance nos Pré-Olímpicos continentais, no ano que vem.
"Estamos em um bom momento, mas ainda temos de ver como a equipe irá comportar em quadra", disse Zé Roberto à Folha, por telefone. Além da vaga olímpica, ele tenta dar ao Brasil o primeiro título do torneio japonês.
Embora diga que a Copa do Mundo será equilibrada e vários adversários preocupam, o técnico dedicou a maior parte dos seus treinos para preparar o Brasil para pegar a China, rival da estréia.
"Da Turquia, por exemplo, não sabemos quase nada. Assistiremos ao jogo delas em um dia para enfrentá-las no outro. O que eu fiz foi preparar as atletas para o modo de jogar da maioria das equipes, que têm menos variação de jogada do que o das asiáticas e é mais fácil de enfrentar", disse ele.
Além de China e Brasil, os EUA são favoritos a uma das vagas olímpicas. Os vice-campeões mundiais foram sparring da equipe brasileira na preparação para a Copa do Mundo e perderam três dos quatro jogos amistosos.
A maioria dos outros times está em um bloco de incógnitas. A Itália teve uma queda de rendimento desde o título mundial, em 2002, e só está na Copa do Mundo porque foi convidada.
A Rússia, tradicional potência do esporte, não vai ao Japão após o fiasco no Europeu: viu da arquibancada a vitória da Polônia sobre a Turquia na final, que pôs os dois times na Copa do Mundo.
Cuba também não retornou o rumo. Com a renovação após o ouro em Sydney-2000, a seleção só obteve resultados ruins.
"Nunca estivemos em um momento tão bom", disse Fernanda Venturini. "A era Bernardinho (de 1994 a 2000, quando o Brasil foi bronze em Atlanta-1996 e Sydney-2000) foi muito forte. O nível mundial era dificílimo e enfrentávamos Cuba, talvez a melhor equipe de todos os tempos", completou a levantadora, que está de volta à seleção após cinco anos. NA TV - Brasil x China, Sportv, ao vivo, às 3h30 de sábado
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