
| 22h29 - 30/10/2003 |
Possível desgaste faz técnico da seleção feminina planejar rodízio |
Agência Folha Em São Paulo
Durante três meses, a comissão técnica inseriu na seleção terapias alternativas que ajudaram as jogadoras a ganhar agilidade, força muscular e melhorar a postura. Agora, no Japão, será a hora de testar se elas também ganharam resistência.
Na Copa do Mundo, a equipe enfrentará uma maratona de 11 jogos em 15 dias. Nesse período, atuará em quatro cidades diferentes.
"Com um jogo atrás do outro, a musculatura fica comprometida. Perderemos muita potência até o final do campeonato", afirmou José Roberto Guimarães, que comandará a mais velha seleção desde que o Brasil ascendeu à elite do vôlei, nos anos 90. O time tem média de 26,8 anos. A equipe que foi ao Mundial-2002 possuía 23,9.
O Brasil tem cinco jogadoras com mais de 30 anos -Arlene, Virna, Bia, Fofão e Fernanda Venturni.
Para amenizar o desgaste, o técnico deve promover um rodízio entre as atletas, principalmente em jogos contra rivais mais fracos.
Nos 13 sets amistosos disputados contra o japonês Hisamitsu, as jogadoras que menos jogaram estiveram em quadra em cinco deles.
O fuso horário é outra preocupação. Érika e Virna, por exemplo, ainda não se adaptaram ao novo horário e têm acordado à noite.
As duas pontas devem ser titulares na estréia da seleção, na cidade de Kagoshima, na madrugada de sábado. O time deve ter ainda a oposto Bia, as meios-de-rede Walewska e Valeskinha, a levantadora Fernanda Venturini e a líbero Arlene.
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